Lorena On
Tem sido bastante chato estar na casa de Cristian, eles me tratam como se eu fosse uma inútil que não consegue fazer nada, além disso não me dizem nada sobre o acontecido, sei que eles me escondem algo, essa cidade realmente não é para mim. Eu até cheguei a pensar que eu e Cristian poderíamos ter algo mas nada funciona com segredos no meio.
Logo poderei tirar o gesso da perna, finalmente vou poder andar novamente e sair dessa cama, tenha tomado banho com ajuda das irmãs de Cristian, a irmã gêmea dele adora apertar meus s***s isso me deixa constrangida, também notei que ela me olha estranho, espero que isso não seja ódio ou interesse, acho que não gosto de mulheres.
A porta do quarto abre e Cristian entra com um prato de comida, ele pega uma mesinha que se coloca na cama.

Tento não dar atenção pois estou decidida a vender a casa e ir embora, não quero eludir ele, pois eu mesma me iludi achando que seríamos um casal normal.
Cristian - por que está me ignorando? / Pergunta me olhando.
- só quero ficar sozinha. / Falo querendo que ele saia, não vou ser direta com ele agora, não consigo.
Cristian - está bem, amanhã levaremos você ao hospital para tirar o gesso da perna. / Vejo ele sair e eu começo a comer.
Termino de comer e tento sair da cama, minha pena está melhor mas o gesso é pesado, tento ir até o banheiro, ouso a porta abrir, logo sinto duas mãos em meus p****s, dou um grito e sinto ela começar a apertar.
Cristiana - sei que gosta disso, queria que fosse meu irmão né?
- nanão! Sai eu não gosto...... / Falo ficando vermelha. / Ouso novamente a porta abrir.
Alex - também quero sentir esses p****s macios.
Ivan - injusto, também quero sentir os s***s dela. / Eu tô presa numa casa com três pervertidos.
Cristian - SAIAM OS TRÊS! / Ouso a voz dele e fico ainda mais envergonhada.
Eles saem me deixando sozinha com Cristian, fico mais aliviada, pelo menos ele não é um pervertido.
- obrigada.
Cristian - tudo bem, eles ficam assim quando começam a considerar de mais uma pessoa.
- sua irmã é lésbica? / Pergunto me virando para ele.
Cristian - não exatamente, ela gosta de homem e mulher. / Diz calmo me olhando.
- ela queria me comer? / Pergunto e ele começa a rir.
Cristian - acho que ela não consegue fazer isso. / Fico vermelha por ter dito algo assim.
- eu tô bem, vou escovar os dentes. / Falo tentando ir até o banheiro com o gesso, sinto as mãos de Cristian, ele me pega no colo e me leva até o banheiro.
Cristian - vou estar no meu quarto, qualquer coisa só grita. / Diz com um sorriso, que faz meu coração acelerar.
- tá.... / Falo vendo ele sair.
Escovo meus dente e vou para a cama, estou cansada de ficar parada, quero viver, viajar, explorar. Desligo a abajur e fecho meus olhos............... Acordo toda suada e vermelha, não lembro oque sonhei mas imagino oque foi.
Vejo a porta abrir e Cristian entrar no quarto, ele me olha por alguns segundos.
Cristian - teve um pesadelo?
- não exatamente.......quer dizer sim. / Falo percebendo a merda que falei.
Cristian - se arrume, hoje você vai tirar o gesso. Minhas duas irmãs Liz e Iris vão te ajudar. / Ainda bem que Cristiana não vai me ajudar, depois de descobrir que ela gosta de mulher fico insegura em ficar perto dela.
(...)
Estou no carro de Cristian indo para o hospital, ainda tô chateada com tudo isso, pensei que seria tranquilo morar aqui mas não está sendo, tenho certeza que daqui para frente as coisas vão só piorar, não sei se consigo aquentar. Finalmente no hospital os médicos tiram o gesso da minha perna, como andar é bom.
Cristian - melhor? / Pergunta me olhando com um sorriso.
- sim. / Falo sem olhar para ele.
Cristian - oque está acontecendo? / Óbvio que ele percebeu.
- não vou falar sobre isso, prefiro guardar para mim. / Falo fria.
Cristian parece desistir de conversar, entro no carro dele, ficamos em silêncio a viajem inteira, finalmente chegamos na casa dele, vou pegar minhas coisas pois vou voltar para minha casa, passo pela cozinha e vejo Miguel lendo um livro de contabilidade.
- Miguel, podemos conversar? / Pergunto ainda sem saber oque falar.
Miguel - quer vender a casa não é? / Ele fala sem olhar para mim.
- só queria saber se a proposta de compra ainda vale, não tenho certeza se quero vender.
Miguel - é claro. Só pense direito, meu filho gosta muito de você, fale com ele antes de ir embora.
- irei fazer isso se eu decidir vender. / Saio da cozinha e pego minhas coisas no quarto de hóspedes, caminho até a porta sem falar com Cristian, prefiro assim.
Faço uma bela caminhada até minha casa, chego ofegante, abro a porta e logo depois de entrar a fecho, estou com um pouco de medo agora, será que existem mais daquelas coisas na floresta, só de pensar nisso meu corpo se arrepia, subo para meu quarto e deito na cama, meu colar sempre está comigo, quando ele começou a esquentar parecia querer me avisar de algo.
Fecho meus olhos e consigo dormir apesar da dificuldade, toda vez que começo a pensar aquele monstro vem em minha mente, Cristian e sua família sabem oque está acontecendo nessa cidade mas não me contam, não estou mais me sentindo bem aqui.
(...)
Acordo com o som de galhos batendo na janela, me levanto da cama e ligo o rádio, está falando sobre uma grande tempestade que está vindo para cá, que daqui a cinco horas vai chover e ventar muito. Eu tenho azar para c*****o, não é possível, começo a fechar todas as janelas, procuro velas e lanternas.
Nunca vou ver alguém tão despreparada como eu, depois de muito correr para lá e para cá vejo que a ventania cada vez pior, me deito no sofá e fico esperando a tempestade passar, a luz da casa apaga e eu tô um grito de medo, eu tô sozinha, não preciso ter medo, monstros não existem, tento falar isso para mesma mas não adianta.
Fico deitada no sofá com uma lanterna na não, acho que vou ficar aqui, o tempo vai passando e começo a ouvir chuva, tomo um susto por causa de um trovão, eu tenho que me acalmar. Sinto meu colar a queimar minha pele, logo depois ouso um uivo na parte de fora da casa, fico ali paralisada mas o uivo contínua ficando mais fraco. É burrice oque vou fazer agora mas não consigo ignorar, pego uma faca na cozinha e saio na tempestade a procura da coisa estranha que está uivando, perto da floresta, vejo algo branco e sujo de lama no chão, corro até lá e vejo um lobo três vezes maior ferido embaixo de um galho enorme, ele perdeu sangue e está muito fraco por causa do tronco de arvore em cima dele, não sei o porquê mas não posso deixar-lo morrer, talvez ele não seja m*l igual o outro.
Mesmo toda molhada faço esforço para tirar o galho de cima dele, ouso um trovão e tomo um susto, preciso fazer logo isso antes que eu morra numa tempestade, consigo tirar o tronco de cima dele, mas acabo ficando toda arranhada e suja de lama, começo a tentar levar ele para um lugar seguro mas não consigo move-lo por causa de seu peso, essa coisa é mais pesada que eu, logo percebo que ele acorda e se levanta, ele rosna para mim e fica me olhando, como se tivesse tentando entender oque estou fazendo o ajudando.
- coisa estranha, só estou tentando de ajudar. / Acho que estou louca, como se ele fosse me entender.
Ele para de rosnar e vem até mim, corro até minha casa e ele me segue como um cachorro procurando o dono, ele até que é fofo, seus olhos azuis são tão lindos, mas ele está todo sujo de lama, levo ele para o porão, vejo essa coisa que parece um lobo gigante deitar no chão ferido, ele continua a me olhar com seus olhos azuis, parece que seu ferimento está doendo.
- vou cuidar do seu ferimento mas primeiro preciso te dar um banho. / falo pegando uma manqueira, ele rosna mas eu começo a tacar água nele, ainda bem que onde ele deitou tem um escorredor de água.
Pego um sabão e vou mais para perto, eu sou maluca não tem outra explicação, passo o sabão em seus pelos devagar tirando a lama, essa coisa está muito fraca para fazer alguma coisa comigo, depois de limpar ele pego um pano e tento secar seus pelos, depois de sujar três lençóis e queimar meu secador consigo deixá-lo sequinho. Cuido do ferimento do lobo gigante e deixo ele dormir, talvez eu consiga amansar ele e fazer de cão guarda.