Capítulo 1
Lorena On
Acordo preparada para seguir minha vida, hoje é meu aniversário de 20 anos, estou feliz em poder finalmente sair dessa casa e voltar a minha antiga cidade apesar de não me lembrar de muita coisa. Desde que minha mãe morreu estranhamente moro com minha tia Alexia, sinto que ela não gosta de mim, sempre me chama de bastarda inútil, sei que ela diz isso porque não tenho pai, sou tratada como inferior aqui, eles me vêem como empregada.
Esperei até os 20 anos para finalmente sair porque precisava ajuntar dinheiro, mas ontem descobri que minha mãe deixou dinheiro no testamento que ela fez antes de morrer, descobrir isso foi estranho, como uma pessoa faz um tratamento antes de morrer sendo que ela foi assassinata? Ela sabia que ia morrer? Essas perguntas encheram minha cabeça, eu preciso descobrir a verdade.
Além do testamento uma carta foi deixada junto com uma caixa, o advogado disse que eu só poderei abrir no dia do meu aniversário. Finalmente poderei abrir e talvez descobrir oque aconteceu com minha mãe ou quem é meu pai, ainda tenho esperança em descobrir se tenho algum outro parente vivo. Vou para o banheiro e faço minha higiene diária, coloco uma roupa de frio pois lá a temperatura é baixa.
Me sento na cama e pego a caixa com a carta, meu coração está batendo rápido, pego a carta e a abro.
(Minha doce filha, se está lendo essa carta oque eu temia aconteceu, sinto não estar no seu lado te dando amor e carinho, mas o destino não quis isso.
Sei que deve estar cheia de perguntas, mas não posso de contar, colocaria sua vida em perigo, não quero que cometa os mesmos erros que eu, sei que morar com minha irmã é r**m, ela adora se achar superior aos outros, mas você está segura ai.
Agora a casa e todo o dinheiro que eu tenho é seu, espero que faça a escolha certa, minha pequena Lena, se decidir voltar use esse colar, ainda mais ser for realista. Nunca tire esse colar do pescoço, isso é a única coisa que te peço para fazer.
Sei que deve estar se perguntando sobre seu pai, se eu dizer que não sei quem é será mentira, mas prefiro que isso continue enterrado comigo, só saiba que eu o amei muito, amei tanto que fiz as piores escolhas, não me arrependo de ter engravidado de você, espero que consiga pagar uma faculdade com o dinheiro, conheça alguém que ame de verdade e tenha uma vida feliz. Não quero me despedir, mas adeus minha pequena Lorena.)
Quando termino de ler percebo que estou chorando, pego um paninho para segar minhas lágrimas, não quero que minha tia me veja assim, abro a caixa e vejo um pingente estranho mas ao mesmo tempo bonito, ele está junto com uma pulseira meio sombria.


Coloco o colar no meu pescoço e sinto algo estranho, um calor em meu corpo que logo vai embora, acho que foi emoção, pego a pulseira e coloco, ela e bonita e sombria, um dia adoraria receber uma pulseira igual a essa.
Pego minhas malas e vou para o andar de baixo, hora de me despedir dessa família problemática. Vejo minha tia vir até mim e me olhar surpresa, eles não sabem da herança que minha mãe deixou para mim e nem saberão, espero conseguir ser feliz depois de ir embora.
Alexia - onde pensa que vai bastarda inútil? / Sua voz me dá nojo e raiva, ela é uma mulher gananciosa que se casou com um cara rico por dinheiro.
- ir embora para nunca mais voltar, espero nunca mais olhar na sua cara.
Alexia - como ousa falar comigo assim sua pirralha, saiba que se me pedir ajuda não irei seguer pensar em te ajudar.
- não preciso da sua ajuda, prefiro morrer a pedir ajuda a uma mulher sem orgulho próprio. / Saio da casa brava, junto com as malas.
Hora de seguir minha vida, chamo um táxi e vou em direção a cidade de WolfHill, nunca entendi o porquê desse nome estranho, acho que o nome na verdade seria WolfHell, a tradução seria, lobo do inferno ou inferno dos lobos, sei lá. Depois de três horas de viagem percebo que estamos cada vez mais fundo na floresta, essa cidade fica literalmente em lugar nenhum porque eu me perderia tentando achar.
Fico olhando a floresta e vejo um vulto preto passando em alta velocidade, será que é um lobo? Me falaram que nenhum lobo foi mais avistado nessa lugar, talvez seja só um coiote, vejo uma cidade pequena, as casas são bem separadas, apesar que viver aqui a noite deve dar medo a floresta é bonita.
Taxista - garota, devia tomar cuidado, já ouve várias mortes aqui, se eu fosse você iria embora. / Diz o homem velho que parece ter uns 50 anos.
- tenho certeza que prenderam o assassino. / Falo olhando a bela floresta.
Taxista - não foi humano oque matou aquelas pessoas. / O homem para o carro em frente a casa que minha mãe deixou, saio do táxi sem entender oque o homem quis dizer com isso.
Pego minhas malas e vejo o homem ir embora, procuro a chave na bolsa, fico procurando até lembrar que coloquei no colar, com a chave na mão abro a porta e vejo que a casa está em perfeito estado só um pouco empoeirada, vai dar trabalho limpar, tento ligar a luz mas não liga, droga, como não pensei nisso, a casa não tem luz e eu não trouxe vê-las.
Óbvio que não ia ser fácil recomeçar minha vida sozinha, como eu sou burra, ainda mais eu uma garota fraca numa casa no meio do nada. Preciso me acalmar e pensar no óbvio, coloco minhas malas dentro da casa e fecho a porta com a chave, hora de procurar ajuda, é humilhante, mas as vezes necessário.
Vou andando pelo gramado, ouso um som estranho entre as árvores na floresta, acho que tem bastante animal selvagem por aqui, vejo uma casa enorme a frente, casa não, mansão.
Finalmente chego lá ofegante, bato na porta e espero para ver se tem alguém, fico esperando uns cinco minutos, penso em bater novamente mas a porta abre, vejo um homem lindo que me deixa sem palavras, será que todo mundo aqui e tão bonito assim?

- olá, meu nome é Lorena, sou nova aqui, eu preciso de ajuda e eu queria saber se alguém poderia me ajudar. / Falo envergonhada por pedir ajuda.
***** - meu nome é Cristian, estranho receber turista nessa época. / Cristian me olha de cima a baixo.
- eu vou morar aqui, mas só cheguei e esqueci completamente das coisas básicas de uma casa, tipo luz e comida. / Falo vermelha, ele me olha estranho.
Cristian - estranho, as pessoas da cidade não costumam se mudar e vender a casa. / Ele me olha estranho.
- eu nasci aqui, a casa foi deixada para mim. Pode me ajudar. / Pergunto e ele parece aceitar.
Cristian - está bem, pedirei ajuda a meus irmãos e irmãs para ajudar. / Diz suspirando, parece que ele não gostou de ser chamado.
- obrigada, Cristian. / Falo sorrindo.
Cristian - está frio?/ Pergunta.
- sim. / Ele dá um espaço para eu passar e entrar na casa, vejo que é uma casa de madeira estilosa.

Me sento em uma cadeira e vejo pinturas de lobos, essa casa é realmente linda, logo vejo que ele volta com dois garotos também lindos, eles se parecem muito, duas garotas aparecem na porta do que parece ser a cozinha, as duas tem cabelo castanho.
- são todos irmãos? / Pergunto olhando os cinco.
Cristian - sim, ainda falta minha irmã gêmea, ela foi na cidade fazer compras mas logo volta. / Diz mais simpático.
- são uma família linda, mas cadê seus pais? / Pergunto curiosa e ele me olham por alguns segundos.
Cristian - nosso pai está trabalhando e nossa mãe morreu. / Eles parecem tristes, ficaram calados.
- sinto muito, também perdi minha mãe.
Cristian - vamos as apresentações, essas são minhas irmãs Liz e Iris, esses são meus irmãos Alex e Ivan.
Liz - é um prazer.

Iris - espero que sejamos amigas até na ressaca. / Essa aí deve beber até cair pela forma que falou.

Alex - espero poder sair com você. / Direto demais, não que eu não seja mas.....
Ivan - prazer conhecer um rosto novo nessa cidade. / Ele parece meio emo.
Cristian - vamos ajuda antes que anoiteça, a floresta e perigosa a noite.
Eles vão para minha casa, abro a porta e eles entram sem seguer esperar eu entrar, eles começam a ajudar a limpar e os garotos vão para porão mexer no protutor de energia, logo a luz da casa liga, fico aliviada, começo a perceber símbolos estranhos gravados nas paredes, eles parecem nem se importar com os símbolos, acho que isso deve ser da cultura daqui.
Cristian - podem ir. / Ele diz e seus irmãos vão embora nos deixando sozinhos, ele parece sério agora.
- eu fiz algo de errado para me olhar desse jeito?
Cristian - essa cidade tem regras e se quer viver bem precisa obedecer. / Fico um pouco apreensiva.
- fale as regras.
Cristian - todos devem ficar em casa quando anoitecer, ninguém jamais deve pisar na floresta a noite.
- está certo, mas se eu precisar sair para fazer compras? / Não vou ser a garota que se fode por desobedecer regras.
Cristian - o caminho da sua casa até a cidade é vazio e escuro, pode me pedir para te levar se precisar ou se estiver passando m*l, se qualquer coisa acontecer me fale. / Diz me olhando preocupado, me faz me sentir segura.
- obrigada por tudo. / Falo mais tranquila.
Cristian - pode dormir na minha casa essa noite enquanto sua família não vem. / Nesse momento lembro que estou sozinha.
- como eu disse antes, minha mãe morreu e eu não tenho pai, essa casa é tudo que eu tenho. / Ele me olha por um momento preocupado.
Cristian - você não pode morar sozinha nessa casa é perigoso, você é uma presa fácil aqui, pode entrar um estranho e querer te......
- eu sei, não tenho para onde voltar.
Cristian - pelo menos quando sentir medo pode ir para minha casa, se qualquer coisa acontecer vá para lá. Toma meu número, o sinal é fraco aqui mais da para ligar.
- obrigada, novamente.
Cristian - jante com a gente hoje, você não preparou nada, deve estar com fome.
- claro, obrigada. Não sei oque faria sem você. / Falo sorrindo, tiro o casaco e ele olha minha pulseira.
Cristian - seu namorado te deu? / Pergunta curioso.
- não tenho namorado, foi deixado para mim junto com a casa.
Cristian - entendo. / Ele sorri, fico vermelha ao ver seu sorriso, meu corpo voltou a esquentar.
- bem, é melhor você ir, seus irmãos estão de esperando não quero que pensem besteira. / Falo e ele parece entender.
Cristian - tchau cabelo de fogo. / Vejo ele sair e meu coração acelera, talvez eu possa tentar abrir mais meu coração agora, já que não tenho que provar nada a ninguém.