Lorena On
Depois que Cristian saiu decidi arrumar minhas coisas, fiquei boa parte do tempo tirando as roupas da mala, a casa tem 4 quartos no andar de cima, 3 estão abertos e um não abre nem com a chave, estranho, acho que a fechadura deve estar quebrada, estou no quarto da minha falecida mãe , vejo uma foto dela em cima da mesa, somos idênticas, se ela estivesse viva todos achariam que somos irmãs, a única diferença é que meu cabelo é mais ruivo que o dela.
Melhor tomar um banho, estou cheia de poeira, ligo a torneira para lavar a mão e não sai água, mais que droga, mas uma caminhada até a casa do meu vizinho para pedir outro favor, pego uma muda de roupa, não me sinto confortável em sair a noite mas como ele me convidou para jantar e eu preciso de um banho não tem oque fazer, parece que irei perturbar muito meus vizinhos, pego uma mochila e saio de casa trancando a porta.
Caminho em direção a casa do Cristian, meus pensamentos do nada vão para como será que seu beijo é, tento me repreender, eu conheci ele hoje, não posso começar a pensar essas coisas assim, sou tirada de meus pensamentos com galhos quebrando dentro da floresta, não consigo ver por causa da escuridão, mas sinto que tem alguma coisa ali, ouso outro galho se quebrar, só que dessa vez mais próximo.
Vou olhar? Óbvio que não, começo a correr em direção a casa de Cristian, começo a ouvir o som de alguma coisa atrás de mim, não vou olhar para trás, quando chego na porta da casa me viro e não tem nada, será que estou ficando louca? A porta se abre, olho Cristian, acho que ele percebeu que estou assustada, tento ficar calma para poder falar com ele.
Cristian - oque aconteceu? /Pergunta me olhando.
- desculpa por isso, ouvi som de galhos se quebrando dentro da floresta, pensei que alguma coisa estava me seguindo mas acho que foi só imaginação. / Concerteza não foi, talvez seja um estuprador que esteja esperando eu sair sozinha.
Cristian - vem. / Diz me olhando, entro na casa e me sinto tranquila.
- desculpa, mas posso tomar banho aqui, sei que estou abusando da hospitalidade. / Falo agora com vergonha.
Cristian - claro, você chegou hoje, provavelmente não tem água na sua caixa. / Diz me olhando com um sorriso hospitaleiro.
- muito obrigada por tudo até agora. / Falo realmente agradecida.
Cristian - fique aqui essa noite, assim amanhã posso te mostrar a cidade. / Sinto que ele está dizendo isso por algum motivo, não vejo segundas intenções em seu olhar.
- não será um incomodo? / Pergunto o olhando.
Cristian - tem um quarto sobrando na casa, pode ficar com ele. Sei que acabou de nos conhecer mas não precisa ficar com medo, ninguém aqui morde. / Eu confio nele.
- está bem, acho que é mais seguro que ficar sozinha naquela casa. / Realmente é, alguma coisa está me observando naquela floresta.
Cristian - vou te mostrar o quarto de hóspedes, lá tem um banheiro. / Diz subindo as escadas, o sigo e quando chegamos vejo um lindo quarto de casal.

Agora entendo porque Cristian tem tantos irmãos, provavelmente os pais dele não saíam do quarto, eu também não ia querer sair de um quarto tão romântico desses.
Cristian - tenho que descer e ajudar minhas irmãs no jantar, se precisar de alguma coisa é só chamar em voz alta, a parede é fina e dá para ouvir de todos os cômodos. / Diz ele saindo, estranho, as paredes da casa são grossas, mas me deixou um pouco insegura saber disso.
Abro o banheiro e fico ainda mais impressionada, eles são muito ricos só pode.

Preciso tirar essa tentação de não querer sair daqui, ligo a banheira e percebo que a água é morna, agora mesmo que não vou querer sair, fico muito tempo dentro da banheira, saio nua e percebo uma marca estranha em meu braço, parace ser de nascença mas eu nunca a vi antes, percebo que ela começa a sumir a medida que meu corpo esfria, estranho, muito estranho.
Pego uma toalha e saio do banheiro, fico olhando o belo quarto, quem terá eu podesse nascer numa família assim. Eu trouxe um vestido lindo que consegue realçar minhas curvas e ainda ser confortável, eu ia colocar ele para dormir, mas também serve para sair e jantar. Saio do quarto já pronta e tento encontrar a cozinha, vejo três garotas na cozinha, cada uma fazendo uma coisa, eles parecem estar fazendo um jantar bem grande, vejo Cristian cozinhando oque me deixa mais atraída por ele.
Fico só olhando pois não quero atrapalhar, vejo eles terminarem, Cristian tira o avental e olha para mim, que homem perfeito.
Mulher - parece que nossa nova vizinha se apaixonou pelo meu belo irmão. Meu nome Cristiana, sou a irmã gêmea dele. / Diz a terceira que eu não sabia o nome, fico vermelha pelo comentário dela.

- vocês tem nomes bem parecidos, imagino que devem ser bem próximos. / Falo querendo tirar essa clima estranho, acho que só estou estou pensando nisso.
Cristiana - nem tanto, sempre discutimos e discordamos das coisas. / Diz calma pegando uma torrada.
Cristian - nada de comer antes do jantar. / Começo a rir a ver ele tanto bronca na irmã.
Cristiana - vamos comer do mesmo jeito!
Ivan - nada de briga, vamos jantar.
Todos vão para sala de jantar, percebo que já está tudo pronto, tem vários tipos de carne encima da mesa, nunca vi tanta abundância em um jantar normal, todos começam a se servir, vejo Cristian a comer, pego macarrão e salada, o cheiro da carne me atrai, eles fizeram até bacon.
Cristian - não vai comer carne? / Pergunta me olhando sem entender.
- eu estou tentando ser vegetariana, mas a carne realmente parece boa. / Falo tentando conter a tentação, apesar de tentar sempre acabo comendo.
Cristiana - tem pessoas que não nasceram para comer vegetal, pela sua cara você é uma dessas. / Essa garota é mais direta que eu.
Cristian - perdoe minha irmã, ela é chata mesmo.
- tudo bem, eu realmente não consigo deixar de comer carne. / Falo pegando um pouco de Bacon e carne vermelha, percebi que todos eles comem em abundância.
Começo a comer e sou a última a terminar mesmo pegando pouco, eles pareciam estar comendo numa velocidade normal, mesmo assim terminei depois.
Percebi que Cristiana pegou o preto de bacon e começou a comer como se fosse um aperitivo, eles realmente tem estômago, Cristian parece não ter gostado da atitude da irmã.
- acho que vou dormir um pouco.
Cristian - se quiser qualquer coisa é só pedir, não tente ficar andando pela casa no escuro, pode acabar se perdendo. / Diz normalmente.
Liz - se ficar com medo o quarto do Cristian é o da porta azul. / Ela diz brincando e eu fico vermelha.
Ivan - o meu é o laranja.
Cristian - leve isso na brincadeira, tá.
Cristian sobe comigo até o quarto, ele diz boa noite e desce novamente, pego minha escova de dentes dentro da mochila e faço minha higiene dental, desligo a luz e deito na cama, não me sinto mais sendo observada, consigo adormecer, mas acordo no meio da madrugada com um uivo na lado de fora da casa, mas que diabos foi isso, me levanto, percebo que estou suando muito, acho que foi um pesadelo.
Ainda assim minha insegurança não me deixa dormir, me levanto da cama e começo a andar pelos corredores, vejo uma porta azul, com um pouco de duvida a abro, vejo Cristian deitado na cama, ele abre os olhos e me observa em silêncio, não sei o motivo mas ele me traz segurança, vou até ele e me deito ao seu lado sem dizer uma única palavra, logo o sono vem eu eu adormeço.
(...)
Acordo sentindo um calor gostoso, abro meus olhos e percebo que estou abraçada em Cristian, meu rosto fica vermelho instantaneamente e eu tento sair da cama mas acabo caindo e fazendo um barulho enorme.
Cristian - você está bem? / Pergunta como se nada tivesse acontecido, nada realmente aconteceu mas eu dormi agarrada nele, eu o conheço a um dia.
- me perdoe por ter entrado no seu quarto, eu pensei que fosse um sonho.
Cristian - pensou que dormir comigo fosse um sonho? / Fico completamente envergonhada agora, ele da um sorriso amigável, acho que está sendo engraçado tudo isso.
Escuto a porta abrir, vejo a irmã gêmea dele entrar e olhar para nós com um sorriso maligno.
Cristiana - vocês deviam obedecer as regras e só dormirem juntos depois de casar. / Fico quieta sem saber oque dizer.
Cristian - sabe muito bem que nada aconteceu. / Pera aí, como ela saberia?
Cristiana - foi por isso que não ouvi nada, mas seria divertido zoar um pouco, já que se conheceram a um dia e já estão dormindo na mesma cama.
Saio do quarto envergonhada, tento me acalmar e não ficar vermelha com a situação. Escuto a porta abrir, vejo Cristian sair, ele pega minha mão e me leva para a sala de jantar, vejo que os outros estão tomando café da manhã.
Ivan - bom dia, por do sol. / Diz me olhando.
Me sento na mesa ainda envergonhada, pego uma torada e como com geleia, nunca pensei que teria tantas emoções logo no início da minha chegada aqui, vejo a porta abrir e um homem que parece ter seus 50 a 60 anos entrar na sala, ele me olha e se senta na mesa.

Cristian - pai, essa é Lorena, ela se mudou para a casa a frente da nossa. Lorena, esse é meu pai, Miguel.
- é um prazer conhecê-lo. / Falo com um sorriso, agora sei porque Cristian é tão bonito.
Miguel - igualmente. / Diz pegando uma torrada e comendo, sinto que ele não gostou do mim.
Quando terminamos, vejo que as garotas tiram os pratos da mesa.
Miguel - posso falar com você Lorena, junto com Cristian. / Como assim, será que ele realmente não gostou de mim.
Vou até um escritório com Cristian, vejo Miguel sentar em uma poltrona, me sento numa cadeira em frente a dele.
Miguel - olha, essa floresta é muito perigosa para uma garota como você. Quero comprar sua casa por um bom preço assim poderá sair desse lugar e morar numa cidade movimentada, como vocês jovens gostam. / Ele parece não querer me prejudicar me fazendo essa proposta, mas sinto que não posso sair até descobrir oque está acontecendo aqui.
- sei que está querendo ajudar, mas não posso vender a casa, é importante para mim. / Falo esperando que entenda.
Miguel - vamos ser claros, você pelo menos sabe que essa cidade não é como as outras não é? / Vejo Cristian olhar para o pai.
- sim, essa cidade não parece normal.
Miguel - parece que não irei conseguir convence-la a vender. / Ele parece desistir.
Cristian - se me der licença, falei que iria levá-la para ver a cidade. / Ele pega minha mão e me leva para fora da sala de seu pai.