— Olha só o que temos aqui. — diz Aurélio, parando na frente do segurança da boate.
— Nada de gracinhas, Dom Aurélio. Conhece as regras. — diz o segurança com um olhar hostil, enquanto estende uma cesta para que eles deixem as suas armas.
— A última vez não foi minha culpa, o Yuri que socou os japas. — diz ele, apontando para Yuri ao seu lado.
— Não quero saber. As coisas não vão terminar bem para vocês se aprontarem. A boate é neutra e não permitiremos disputas de organizações. — responde o homem com um olhar sombrio.
— Não se preocupe, só vamos beber algo. — diz ele com um sorriso tranquilo.
— Espero que esteja certo. — diz o homem, liberando-os depois da revista.
A boate estava agitada. As pessoas dançavam e bebiam animadas. No palco, algumas meninas se apresentavam, mas não era aquilo que eles desejavam ver, então seguem para uma mesa mais afastada das outras e se sentam.
— Esse lugar já foi melhor. — diz Aurélio, com um bufo.
— Continua o mesmo, nós é que mudamos. — diz Ricardo.
Eles pedem algumas bebidas e conversam animados.
— Senhores? — chama um homem após alguns minutos.
— O que foi? — pergunta Aurélio.
— A boate preparou algo para vocês em algumas cabines. Se puderem me acompanhar. — diz o homem com polidez.
— Não temos interesse, não viemos aqui atrás de sexo. — diz Xavier, tomando um gole de sua bebida.
O homem acena, e rapidamente vários homens armados se posicionam ao redor deles.
— Lamento, mas as pessoas que pediram a suas presenças deixaram claro que recusar não era uma opção. — diz ele, com a mesma expressão de antes.
Uns olham para os outros com apreensão. Eles estavam desarmados, em um lugar onde tudo poderia acontecer; não tinham muitas escolhas.
— Isso é culpa sua, Aurélio! — diz Nico, levantando-se, assim como os outros.
— Tudo sempre sobra para mim. — diz ele, chateado.
— A Oksana vai arrancar as suas bolas. — diz Yuri, rindo da cara dele.
— E o que acha que a Sofia vai fazer com você? — diz Aurélio, com a sobrancelha arqueada.
Yuri pragueja enquanto acompanha os outros.
— Por aqui, senhor Ivanove. — diz o homem, parando Yuri em frente a uma sala privativa, que era separada do salão.
— Senhor Augustini. — diz o homem, parando na próxima.
Um por um, eles foram colocados em salas privadas. Havia um sofá de couro vermelho espaçoso e, na frente, um pequeno palco para apresentações.
A apreensão aumentava à medida que eles não sabiam o que aconteceria, todos preocupados com o que as mulheres fariam quando descobrissem o que tinha acontecido.
As luzes das salas diminuem, e uma música começa a tocar.
Aurélio observava quando uma mulher entra. Ela usava uma máscara no rosto, que não permitia ver nem mesmo a cor dos seus cabelos. Quem o tinha colocado naquele lugar realmente desejava a sua morte, porque isso com certeza aconteceria quando Oksana descobrisse a sua escapada.
A mulher usava uma roupa de couro — se é que dava para chamar aquilo de roupa. Uma calcinha minúscula que se perdia no traseiro dela, saltos altos negros e um sutiã de couro n***o que fazia os seus s***s saltarem para fora. Quando percebe o que estava fazendo, Aurélio se vira rapidamente no sofá, evitando olhar para a mulher. Ele era fiel e, em seu coração, só havia Oksana; nem que morresse naquela noite ele não tocaria em outra mulher.
O som da música, junto com o salto dos sapatos da mulher, fica mais alto.
— Deve ter algum engano — diz ele, sem olhar para ela. — Seu chefe deve ter pegado a pessoa errada.
A mulher não responde. O som do chicote que ela tinha nas mãos estala ao lado do corpo de Aurélio, e ele se encolhe. Estava em uma grande enrascada por sua própria conta. Naquele momento, o arrependimento o dominava por completo.
Ele sente quando ela o cutuca com sua bota. Ele se vira e encontra um par de algemas sendo estendido para ele.
— Não vou colocar isso, pode esquecer. — diz ele de forma decidida.
A mulher pega uma pequena pistola das costas e aponta para ele. Aurélio não se rende.
— Pode atirar, não vou fazer isso. — insiste ele.
Então, para a surpresa de Aurélio, ela pega um celular e desliza um número na tela, mostrando a ele. Os olhos de Aurélio se arregalam ao ver o número de Oksana, o seu rosto ficando pálido.
— Está bem! Você venceu! — diz, praguejando, enquanto pega o par de algemas e prende as suas mãos.
Ela dá a volta e puxa as mãos dele para trás, prendendo-as em uma argola atrás do sofá.
— Você está morta por isso. Não importa quem seja, eu vou te encontrar, e será seu fim. — diz ele, com os olhos escuros de raiva.
A mulher se aproxima do palco e começa a dançar. Aurélio desvia o olhar, não se interessando por aquilo; ele só desejava sua russa e ninguém mais. Ela se aproxima dele, puxando o seu rosto para ela, e alcança o cinto de Aurélio, fazendo-o travar.
— Não! Pare! — diz ele, debatendo-se, mas ela apenas segura as suas pernas e puxa o seu cinto, então se senta em seu colo.
Aurélio se debate, mas ela não desce do seu colo, a sua mão deslizando por seu corpo, deixando-o em desespero. Oksana o mataria se sentisse o cheiro de outra mulher em seu corpo.
A mulher se aproxima mais de Aurélio e, lentamente, alcança a máscara em seu rosto, tirando-a.
— Oksana! — diz ele, chocado, com visível desespero.
— Surpresa, moreno. — diz ela com um sorriso no rosto. Oksana segura o queixo de Aurélio com força, encarando os seus olhos. — Hoje vai aprender uma lição que jamais vai esquecer na vida.
Um arrepio de prazer sobe pelo corpo de Aurélio. Ele amava e odiava quando Oksana estava daquele jeito. Sem poder se controlar, ele sente o seu m****o ganhando vida nas calças.
— Me solte, loira, vamos resolver isso. — pede ele, louco para tocá-la.
— Espero que aproveite o show, moreno. — diz ela, dando uma mordida nos seus lábios antes de se afastar.
Aurélio estava com problemas — sérios e deliciosos problemas.