As correntes foram retiradas sem cerimônia. O metal caiu no chão com um som seco, ecoando pelo ambiente enquanto Nerone flexionava os pulsos lentamente, testando os limites do próprio corpo. A dor ainda estava ali, mas nada que o impedisse. Nunca seria. — Não tente nada — disse um dos homens, apontando a arma. Nerone sequer olhou para ele. Ele conhecia as regras, e não era burro de tentar algo quando não tinha a menor chance de sair daquele lugar. O seu foco estava à frente, em Félix. O sorriso do rapaz permanecia o mesmo — vivo, ansioso, quase infantil, mas Nerone sabia tão bem quanto todos ali, que de criança inocente, o filho do cobra não tinha nada. — Vamos — disse ele, girando nos calcanhares. — Eu quero ver até onde você vai. Sem dizer uma palavra, Nerone os acompanhou. O cam

