Capítulo 72

1050 Words
Tess não desejava aquilo, ela não queria deixar o lugar que era sua casa para partir, não daquela forma ao menos. Tinha sido legal a sua noite com Félix, de várias formas, mas ela sabia que ele não era o tipo de cara que sossegava com uma pessoa, Félix era o famoso biscateiro, e ela via isso nos seus olhos e na forma faminta que ele tinha a encarado durante aquela noite, então não se enganava achando que ele queria mais do que apenas uma noite de sexo com ela. — Tudo vai ficar bem, Tess. — diz Kalil observando o rosto arrasado dela enquanto colocava as suas coisas de qualquer forma na mala. — Não vai Kalil, — responde ela se virando para ele com olhos marejados, — Não precisava me dizer essas coisas para que eu me sinta melhor, não vai funcionar. Kalil suspira, se levanta e vai até ela pegando em suas mãos com carinho. — Não importa para onde vai Tess, sempre vou me preocupar com você. Quando precisar de mim basta ligar, não importa o que seja, estarei lá por você. Um sorriso triste se abre nos lábios de Tess ao olhar para ele. Ela ergue uma das mãos tocando o rosto de Kalil com carinho. — Que pena que não percebi o quanto você é incrível, Kalil. — Ela se aproxima dá um beijo na bochecha dele pega a mala e sai. Kalil a acompanha até a saída onde um helicóptero a esperava, Lorel não estava por perto, mas Kalil sabia que ele devia estar observando. — Vamos senhorita, o senhor a aguarda. — diz um homem se aproximando e pegando a bagagem dela. — Se cuida. — diz Kalil. — Você também. — Responde ela se virando e saindo. Tess estava uma pilha de nervos, os braços cruzados com força enquanto olhava pela janela. O mar escuro abaixo deles parecia não ter fim, e aquilo só fazia o seu nervosismo aumentar. Ela ainda não conseguia acreditar no que Lorel tinha feito. Ou melhor… conseguia. A carta de Félix tinha sido praticamente uma ordem. E ninguém desobedecia o filho do Cobra. Nem mesmo Lorel. Depois de vários minutos, luzes começam a surgir no meio da escuridão. Os seus olhos se estreitam ao ver a enorme ilha cercada por muralhas, torres de vigilância e homens armados espalhados pelo cais. Aquilo parecia mais uma fortaleza particular. O que não era bem mentira. O helicóptero começa a descer lentamente até uma plataforma enorme iluminada por holofotes. Antes mesmo que pousassem completamente, Tess enxerga Félix parado perto a eles. Assim que as hélices diminuem a velocidade, a porta é aberta por um dos homens de Félix. Tess desce, o vento forte bagunça os seus cabelos imediatamente, mas ela m*l percebe. O seu olhar estava preso no homem parado alguns metros à frente. Félix, vestido inteiramente de preto, mãos nos bolsos, expressão tranquila… tranquila demais para alguém que acabara de destruir a paz da vida dela. Mas o sorriso que ele tinha nos lábios lhe dizia que ele parecia satisfeito. Aquilo irritou Tess instantaneamente. — Você enlouqueceu!? — ela dispara enquanto caminha na direção dele. Os homens ao redor imediatamente ficam tensos, esperando para ver o que o patrão faria. — Boa noite para você também, minha pautinha insaciável. Tess trava no lugar por alguns segundos, a suas bochechas corando violentamente enquanto encarava o sorriso que ele tinha no rosto. — Não me chama assim! — rosna ela. — Qual é o seu problema!? Quem você pensa que é para mandar uma carta daquelas?! Félix a observa se aproximar sem mover um músculo sequer. — Funcionou, não funcionou? — Você me arrancou da minha casa! — Tecnicamente, foi Lorel quem fez isso. Tess para na frente dele completamente furiosa. — Eu vou embora agora mesmo. — Não vai. — Vai me impedir? — Sim. A resposta simples faz o sangue dela ferver. Tess empurra o peito dele com força. — Seu psicopata arrogante! Nenhum dos homens ao redor ousa respirar. Mas Félix apenas abaixa o olhar para a mão dela em seu peito antes de encará-la novamente. — Continua brava. Gosto disso. — Eu vou arrancar esse sorriso da sua cara! Ela tenta empurrá-lo outra vez, mas Félix segura o seu pulso no ar com facilidade. O corpo de Tess se arrepia imediatamente, ela reconhecia aquele toque, e ainda pior, o seu corpo desejava de forma ardente que ele continuasse a tocando. — Me solta. — diz entre os dentes. — Você passou a viagem inteira pensando em mim? — pergunta ele ignorando completamente a ameaça. — Seu corpo sabe que você me quer, apenas admita. — Claro que não! — Mentira. Posso sentir o quanto seu corpo me deseja. — diz ele enquanto cheirava o pescoço dela. Tess abre a boca indignada, os seus lábios tremendo enquanto sentia a respiração dele em sua pele. — Você é insuportável! Félix sorri enquanto a segurava em seus braços. Ela podia estar certa, e ele não se importava, desde que ela estivesse com ele. — E ainda assim você veio. — murmura ele. — Porque me obrigaram! — Não parece tão infeliz assim. Ela tenta puxar o braço, mas Félix continua segurando o seu pulso. O olhar dele desce lentamente para os lábios dela. Ele sentia o desejo o dominar, sempre que estava perto dela era daquela forma, e Félix sabia que apenas uma temporada com Tess na ilha não seria suficiente. — Saiba que você me pertence, Tess. Não importa o que diga ou o que faça, não vou cair no seu jogo, mas você vai cair no meu. — diz ele antes de fechar o espaço entre eles esmagando os seus lábios aos dela. Tess tenta resistir, mas Félix não lhe dá chance, a sua língua invade a boca dela sem nenhum pudor, as suas mãos a puxam para si a pressionando contra a sua ereção, ela geme, e agarra os seus cabelos com força se pressionando mais contra ele. — Você vai descobrir Tess, que nesta ilha o mestre sou eu, e faço o que quero com o que me pertence. — diz ele com olhos sombrios. Félix a pega nos seus braços e caminha em direção a mansão, estava na hora de Tess provar de suas palavras.
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