Os olhos de Nerone se escurecem com aquelas palavras. Ele queria que ela o visse — mais do que ela poderia imaginar —, mas não poderia ser ali. Precisava ser em outro lugar, onde eles pudessem ter privacidade e ele pudesse explicar a ela as marcas que havia em seu corpo.
As mãos dele envolvem a cintura dela, pressionando-a contra o seu m****o. Amália geme com aquele contato, então ele os vira na cama, prendendo-a com o seu peso, seus olhos fixos nos dela.
— Não vai ser hoje, Tampinha. Não quero que a sua mãe entre aqui e veja você com a mão no meu p*u.
Aquelas palavras parecem tirar Amália daquele torpor em que estava. Ela empurra Nerone, levantando-se rapidamente da cama. Ele ri com a pressa dela.
— Não ria! — diz ela, brava.
— Vá tomar banho, Tampinha. Precisamos conversar com os outros hoje. — diz ele, apenas a observando da cama.
Amália fica curiosa e se aproxima dele.
— O que vamos falar com os outros?
Nerone olha naqueles olhos curiosos antes de puxá-la novamente para si, prendendo-a nos seus braços, a sua mão acariciando as pintinhas em suas bochechas.
— Nosso casamento, Amália. — diz ele simplesmente.
— Tudo bem. — diz ela, soltando-se dele e correndo para o banheiro.
Assim que Amália fecha a porta do banheiro, ela se encosta nela, com a mão no peito. Não acreditava no que tinha acabado de fazer em seu quarto com Nerone, e pensar que a sua mãe poderia tê-los pego ainda a deixava mais aflita. Mas também precisava admitir que tinha aproveitado cada segundo nos braços dele, e pensar naquilo a fazia se aquecer novamente. De forma inconsciente, ela desliza a mão pelo próprio corpo, ainda sentindo como se fossem as mãos dele.
— Não enrola, Tampinha! — diz Nerone, batendo na porta e a assustando.
Amália se repreende por suas ações e começa a tirar a roupa para tomar banho.
Nerone tinha um sorriso no rosto ao sair do quarto de Amália, mas ele desaparece ao encontrar o olhar de reprovação do pai dela.
— Bom dia, senhor Jorge. — diz Nerone, sem graça.
— Vou fingir que não tenho visto você entrar de forma sorrateira à noite em minha casa, mas não desejo que minha filha entre na igreja grávida. — diz ele, com um olhar sério no rosto.
Nerone não sabia onde enfiar a cara. Nunca tinha se sentido tão constrangido em sua vida. A bronca de Jorge o lembrava das aulas de anatomia com Dandara na casa do seu irmão.
— Jamais desrespeitaria a sua casa dessa forma, senhor. E sei que a organização me puniria por desonrar a minha noiva. — diz ele, com as bochechas coradas.
A máfia tinha as suas regras, e por mais que a Fênix não fosse da máfia, ele era — e precisava respeitar as regras impostas.
— Espero que esteja me dizendo a verdade. — diz ele antes de se virar e sair.
Nerone suspira quando ele parte, o constrangimento o dominando.
Assim que sai da casa de Amália, ele encontra um soldado o esperando com um carro.
— Ricardo me pediu para buscar o senhor. — diz o soldado, desviando o olhar.
— Então vamos. — diz ele, entrando no carro.
Quando chega à mansão, Nerone sobe direto para o seu quarto na casa de Ricardo. Ele toma um banho rápido e desce correndo para buscar Amália.
— Onde é o incêndio, garoto? — diz Ricardo, cruzando com ele na sala.
— Desculpe, chefe. Vou buscar Amália para conversarmos sobre o casamento. — responde ele.
— Não precisa ter pressa, os outros já estão vindo para o café da manhã. — diz ele, com um sorriso.
— Não vou demorar. — diz ele, partindo como um furacão pela porta.
Ricardo sorri. Aqueles dois seriam um bom casal, e a felicidade deles também o deixava feliz.
— Que sorriso é esse? — pergunta Estela, aproximando-se dele.
Os olhos de Ricardo deslizam pelo corpo da esposa. Ao que parecia, ela tinha ido malhar — estava suada e corada.
— Ricardo. — adverte ela, ao perceber o olhar que ele lhe lança.
— Temos um tempo. — diz ele antes de correr até ela e pegá-la nos braços, subindo as escadas novamente.
— Não pode fazer isso, Ricardo. Os outros estão chegando. — diz ela, tentando fazê-lo mudar de ideia.
— Eles que esperem. Tenho algo mais importante para resolver. — diz enquanto abre a porta do quarto e a leva para o banheiro.
— Isso não é educado. — diz ela, encarando-o.
Ricardo não responde, apenas começa a remover as suas roupas rapidamente, o seu m****o ereto saltando das calças. Estela morde o lábio ao vê-lo nu. Não importava quanto tempo estivessem casados — ela só precisava vê-lo para se excitar. Ele caminha até ela, retirando a sua roupa rapidamente.
— Não me importo com os outros, querida. A única coisa que me importa está bem na minha frente. — diz ele, enquanto toma a sua boca em um beijo intenso.
Estela passa as pernas pela cintura de Ricardo enquanto ele caminha até o chuveiro, ligando a água sobre eles.
— Te amo, querida, e sempre vou amar. — diz ele, enquanto a penetra lentamente.
Estela geme, agarrada a Ricardo, a suas costas pressionadas contra os azulejos do banheiro, enquanto ele a penetrava lentamente, a sua boca explorando a dela com avidez.
Aquilo era realização, era amor, e Estela se sentia a pessoa mais sortuda do mundo pelo marido que tinha.
— Mamãe! — diz uma voz, batendo na porta. — Abre, mamãe!
Ricardo ri ao ouvir a voz da filha do outro lado.
— Acho que não temos tanto tempo assim. — diz Estela, rindo.
— O que temos já é o suficiente. — diz ele, piscando para ela enquanto aumenta o ritmo das investidas.