Capítulo 62

982 Words
Os olhos de Nerone se escurecem com aquelas palavras. Ele queria que ela o visse — mais do que ela poderia imaginar —, mas não poderia ser ali. Precisava ser em outro lugar, onde eles pudessem ter privacidade e ele pudesse explicar a ela as marcas que havia em seu corpo. As mãos dele envolvem a cintura dela, pressionando-a contra o seu m****o. Amália geme com aquele contato, então ele os vira na cama, prendendo-a com o seu peso, seus olhos fixos nos dela. — Não vai ser hoje, Tampinha. Não quero que a sua mãe entre aqui e veja você com a mão no meu p*u. Aquelas palavras parecem tirar Amália daquele torpor em que estava. Ela empurra Nerone, levantando-se rapidamente da cama. Ele ri com a pressa dela. — Não ria! — diz ela, brava. — Vá tomar banho, Tampinha. Precisamos conversar com os outros hoje. — diz ele, apenas a observando da cama. Amália fica curiosa e se aproxima dele. — O que vamos falar com os outros? Nerone olha naqueles olhos curiosos antes de puxá-la novamente para si, prendendo-a nos seus braços, a sua mão acariciando as pintinhas em suas bochechas. — Nosso casamento, Amália. — diz ele simplesmente. — Tudo bem. — diz ela, soltando-se dele e correndo para o banheiro. Assim que Amália fecha a porta do banheiro, ela se encosta nela, com a mão no peito. Não acreditava no que tinha acabado de fazer em seu quarto com Nerone, e pensar que a sua mãe poderia tê-los pego ainda a deixava mais aflita. Mas também precisava admitir que tinha aproveitado cada segundo nos braços dele, e pensar naquilo a fazia se aquecer novamente. De forma inconsciente, ela desliza a mão pelo próprio corpo, ainda sentindo como se fossem as mãos dele. — Não enrola, Tampinha! — diz Nerone, batendo na porta e a assustando. Amália se repreende por suas ações e começa a tirar a roupa para tomar banho. Nerone tinha um sorriso no rosto ao sair do quarto de Amália, mas ele desaparece ao encontrar o olhar de reprovação do pai dela. — Bom dia, senhor Jorge. — diz Nerone, sem graça. — Vou fingir que não tenho visto você entrar de forma sorrateira à noite em minha casa, mas não desejo que minha filha entre na igreja grávida. — diz ele, com um olhar sério no rosto. Nerone não sabia onde enfiar a cara. Nunca tinha se sentido tão constrangido em sua vida. A bronca de Jorge o lembrava das aulas de anatomia com Dandara na casa do seu irmão. — Jamais desrespeitaria a sua casa dessa forma, senhor. E sei que a organização me puniria por desonrar a minha noiva. — diz ele, com as bochechas coradas. A máfia tinha as suas regras, e por mais que a Fênix não fosse da máfia, ele era — e precisava respeitar as regras impostas. — Espero que esteja me dizendo a verdade. — diz ele antes de se virar e sair. Nerone suspira quando ele parte, o constrangimento o dominando. Assim que sai da casa de Amália, ele encontra um soldado o esperando com um carro. — Ricardo me pediu para buscar o senhor. — diz o soldado, desviando o olhar. — Então vamos. — diz ele, entrando no carro. Quando chega à mansão, Nerone sobe direto para o seu quarto na casa de Ricardo. Ele toma um banho rápido e desce correndo para buscar Amália. — Onde é o incêndio, garoto? — diz Ricardo, cruzando com ele na sala. — Desculpe, chefe. Vou buscar Amália para conversarmos sobre o casamento. — responde ele. — Não precisa ter pressa, os outros já estão vindo para o café da manhã. — diz ele, com um sorriso. — Não vou demorar. — diz ele, partindo como um furacão pela porta. Ricardo sorri. Aqueles dois seriam um bom casal, e a felicidade deles também o deixava feliz. — Que sorriso é esse? — pergunta Estela, aproximando-se dele. Os olhos de Ricardo deslizam pelo corpo da esposa. Ao que parecia, ela tinha ido malhar — estava suada e corada. — Ricardo. — adverte ela, ao perceber o olhar que ele lhe lança. — Temos um tempo. — diz ele antes de correr até ela e pegá-la nos braços, subindo as escadas novamente. — Não pode fazer isso, Ricardo. Os outros estão chegando. — diz ela, tentando fazê-lo mudar de ideia. — Eles que esperem. Tenho algo mais importante para resolver. — diz enquanto abre a porta do quarto e a leva para o banheiro. — Isso não é educado. — diz ela, encarando-o. Ricardo não responde, apenas começa a remover as suas roupas rapidamente, o seu m****o ereto saltando das calças. Estela morde o lábio ao vê-lo nu. Não importava quanto tempo estivessem casados — ela só precisava vê-lo para se excitar. Ele caminha até ela, retirando a sua roupa rapidamente. — Não me importo com os outros, querida. A única coisa que me importa está bem na minha frente. — diz ele, enquanto toma a sua boca em um beijo intenso. Estela passa as pernas pela cintura de Ricardo enquanto ele caminha até o chuveiro, ligando a água sobre eles. — Te amo, querida, e sempre vou amar. — diz ele, enquanto a penetra lentamente. Estela geme, agarrada a Ricardo, a suas costas pressionadas contra os azulejos do banheiro, enquanto ele a penetrava lentamente, a sua boca explorando a dela com avidez. Aquilo era realização, era amor, e Estela se sentia a pessoa mais sortuda do mundo pelo marido que tinha. — Mamãe! — diz uma voz, batendo na porta. — Abre, mamãe! Ricardo ri ao ouvir a voz da filha do outro lado. — Acho que não temos tanto tempo assim. — diz Estela, rindo. — O que temos já é o suficiente. — diz ele, piscando para ela enquanto aumenta o ritmo das investidas.
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