Capítulo 165

1750 Words

Renato narrando Quando eu enfiei meu corpo pra dentro do carro, saindo da favela do Otávio com aquele ar fingido de quem ainda tinha moral, parecia que meu sangue fervia dentro das veias. Meu maxilar doía de tanto eu travar a boca pra não voltar lá dentro e meter bala naquela p***a toda. Mas eu não era burro. A favela era dele, o território era dele, e naquele momento eu não tinha estrutura pra bater de frente com um bando de cria armado até os dentes. Eu precisava de estratégia, não de burrice. — Acelera, p***a! — gritei, e o motorista quase bateu a cara no volante de tão rápido que obedeceu. O carro derrapou, pegou a ladeira com o motor urrando, meus seguranças atrás fazendo a escolta com farol alto e fuzil pra fora da janela. O rádio chiava com um monte de voz atravessada, ordens, c

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