Caveira narrando Eu não era de perder tempo com conversa fiada. Quando cheguei ali e vi aquele playboy de sapatênis, camisa social encharcada de suor, gritando com a minha sogra, tentando botar banca em cima da quebrada… já me deu vontade de arrebentar ele no meio-fio. Mas quando ele veio na arrogância, falando que a Débora era a mulher dele, que os filhos eram dele, que ela não ia ficar “nessa merda”, aí, parceiro… foi o gatilho. — Tu quer ver tua ex-mulher, p***a? Então eu vou te mostrar o que é pisar no território do Caveira. Segurei ele pelo colarinho com uma mão só, igual se segura um saco de lixo, e taquei ele no muro com força. A cara dele raspou no reboco, escorrendo sangue logo de cara. A favela parou. Ninguém ousava se meter. Só o som da minha respiração pesada e do sangue p

