Debora narrando Ele é maluco. E eu sou mais maluca ainda. E pior: sou ainda mais maluca por ele. É isso que ninguém entende. Quando o Caveira me agarrou naquele banheiro, me prensou contra a parede e depois me arrastou feito um doido pra dentro do nosso quarto, eu não consegui conter o riso. Era tão absurdo, tão ele, tão… nosso. Eu ria enquanto ele me puxava, com a toalha ainda pingando, com o olhar cheio de raiva, desejo, posse e vontade de me fazer pagar por cada segundo que deixei ele doido naquela tarde. Mas no fundo, a verdade é que a gente tava se libertando. Depois de dias intensos, a gente tava indo pro baile. Tava indo viver. Tava indo mostrar pro mundo o que todo mundo já sabia: que esse homem é meu. E que eu sou dele. Enquanto ele ia pro closet escolher a roupa, eu fiquei no

