Debora narrando Eu cheguei em casa acabada. Cheguei em casa sem forças, sem fala, sem juízo. Eu não era ninguém. Vim pelada no colo dele, meus braços frouxos ao redor do pescoço do Caveira, o corpo entregue, mole, exausta. Confesso, cochilei. Juro por Deus que cochilei no caminho de volta. E olha que nem era longe. Mas eu apaguei. Porque as loucuras que esse homem me faz viver… não tem condição. Me consome, me vira do avesso, me quebra e me refaz. E eu deixo. Eu quero. Eu preciso disso. — Acorda, amor… — ele falou baixinho no meu ouvido, já dentro da garagem. Abri os olhos ainda atordoada, sem saber nem onde estava. Ele sorriu daquele jeito cínico, maldito, que só ele tem. Aquele sorrisinho de canto que sempre me desmonta. Eu vesti a camisa dele — aquela social preta que eu mesma arra

