Debora narrando Entramos no banheiro, a água quente batendo na pele, descendo pesada, lavando o resto da raiva que ainda existia. Ele me encostou na parede de azulejo frio, e o contraste da água quente com a boca dele em mim foi o bastante pra fazer o corpo inteiro despertar de novo. Eu tentei resistir, juro que tentei. Mas o toque dele era uma sentença. As mãos dele escorregavam pela minha cintura, desciam pela curva das minhas coxas, e quando eu dei por mim, já tava presa entre ele e a parede, com a respiração descompassada. Ele me virou, me abraçou por trás e começou a beijar meu ombro, o pescoço, até me fazer gemer baixinho. — Não dá tempo, Guto — eu consegui dizer, tentando manter a lucidez. — Dá sim, eu só preciso de cinco minutos. — Ele sussurrou, com a voz rouca, os lábios e

