Frágil

745 Words

Bjorn permanecia como uma estátua de pedra ao lado da cama que tinha deitado Abaula depois de um tempo, as sombras do quarto dançando sobre suas feições endurecidas. Lucila dormia um sono pesado, forçado pelos medicamentos, mas a paz não a alcançava totalmente; os rastros brilhantes de lágrimas secas ainda marcavam seu rosto. Bjorn enterrou o rosto nas mãos, se sentia culpado, tinha sido grosso e a chamado de adúltera, de mentirosa, mas agora entendia tudo, tudo, não era fácil contar um segredo daquele, não era. E agora, a verdade o atingia com a força de um martelo em brasa: ela nunca o traiu. Ela fora a vítima. E o carrasco... o carrasco era o homem que ele chamava de pai. — Mer.da... — o xingamento escapou por entre os dentes travados como um lamento sangrento. Bjorn levantou o ol

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