Lorena O domingo estava calmo daquele jeito mentiroso que o morro tem — quando o silêncio parece descanso, mas, na verdade, é só o mundo respirando antes de desabar. Camila estava estirada no sol, toda folgada, passando bronzeador e reclamando de cada pelo que pintava, rindo alto como sempre. Madrinha, sentada com a latinha gelada na mão, rebolava devagar ao som do n**o Damoé que saía da JBL, cantando desafinada e feliz. Dela eu só sabia rir… era cômica e linda no jeito dela. Eu, não. Eu estava quieta. As queimaduras ainda ardiam, a pele repuxava e doía quando o sol batia, então eu ficava ali, sentada à sombra, observando as duas viverem, tentando convencer meu coração de que a vida estava voltando para o lugar. Mas meu coração não acreditava. Ele não relaxava ele não confiava em doming

