Caveira A Cidade Alta nunca dormia de verdade e la só fingia silêncio. Era comandado por um homem Caveira era alto, corpo fechado, presença que esmagava o ambiente sem esforço. Ombros largos, braços grossos cobertos de tatuagens antigas — caveiras, números e símbolos do morro, marcas de uma vida escrita na bala e no sangue. O que mais chamava atenção, no entanto, era o rosto. Metade dele carregava as cicatrizes da queimadura. A pele repuxada, irregular, marcada pelo fogo que já tinha tentado matá-lo. O lado afetado puxava levemente a boca, endurecia a expressão e deixava o olho sempre mais fechado, criando um contraste brutal com o outro lado do rosto, intacto, duro e frio. Era impossível olhar sem sentir impacto, algumas mulheres desviavam o olhar na hora. Outras seguravam o nojo por m

