O morro já estava em alerta. Agora, estava em estado de guerra silenciosa. Depois que o drone foi derrubado, a notícia correu como corrente elétrica pelas vielas. Não foi barulho, não foi grito; foi a sensação — pesada — de que algo grande estava se movendo fora do alcance dos olhos. Hórus tinha visto primeiro. Hórus não aparecia, não falava alto; Hórus só observava. Por isso tinha esse nome no morro: O Olho que Tudo Vê. Ninguém sabia exatamente onde ele ficava. Só sabiam que estava lá, invisível, presente, um fantasma com olhar afiado. Quando avisou que algo estranho rondava o céu do Vidigal, ninguém duvidou. O drone não era de curioso não era turista. Não era brinquedo. Era frio, baixo, persistente. E quando caiu, a certeza veio com ele: era polícia. Ali, ninguém precisava de manu

