Lorena O celular despertou às quatro da manhã, o som cortando o silêncio do quarto, mas o meu corpo simplesmente não respondeu. Eu ouvi a voz do Arcanjo me chamando, senti a mão dele tocar de leve meu braço, só que a dor vinha em ondas fortes demais, profundas demais, daquelas que fazem a gente prender a respiração e fechar os olhos esperando passar. A cólica estava absurda, rasgando por dentro, e naquele momento eu sabia que não teria forças nem pra sentar na cama, quanto mais pra encarar um treino pesado. — Amor… — minha voz saiu fraca, quase um sussurro — hoje eu não vou aguentar. Não consigo fazer treino nenhum. Eu tô morrendo de cólica, vida… tá doendo demais. Ele parou na hora. O Arcanjo durão, o mesmo que enfrenta guerra sem piscar, virou outro homem em segundos. A postura firme

