EPÍLOGO POV ADRIÁN Quinze anos depois A frase ecoava na minha mente enquanto eu observava a cena da porta da biblioteca. Quinze anos desde que o choro de um recém-nascido preencheu um quarto de hospital e redefiniu todos os aspectos da minha existência. O tempo, esse recurso que eu sempre pensei controlar, traçou as suas linhas com uma mistura de justiça e surpresa. Agora, sob a luz da tarde que filtrava pelas altas janelas da biblioteca, uma nova iteração do poder familiar se desdobrava. Meu pai, com os cabelos completamente grisalhos e as costas levemente curvadas, mas com os mesmos olhos cinzentos, impassíveis e penetrantes, estava sentado na sua poltrona de couro favorita. Em frente a ele, numa poltrona idêntica, embora um pouco menor, estava Lucas. Meu filho. Aos quinze anos, L
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