O sono era profundo, um refúgio pesado e escuro após o dia exaustivo. Até que senti um afundamento brusco no colchão, do meu lado direito. Meu corpo reagiu antes da minha mente. Abri os olhos de repente, um grito abafado nascendo na minha garganta. Uma mão grande e firme selou-se contra minha boca, sufocando o som. O pânico gelou meu sangue por um segundo, até que meus olhos, acostumados à penumbra, distinguiram a silhueta sentada na beira da minha cama. — Fique calma, sou eu. A voz de Adrián era um sussurro rouco, carregado de uma tensão que se podia palpar na escuridão. O alívio foi instantâneo, seguido imediatamente por uma onda de indignação. Tirei a mão dele da minha boca com um movimento brusco. — O que você está fazendo aqui? Perguntei, minha voz ainda rouca de sono, mas já af

