POV Valeria A luz do amanhecer filtrava-se pelas pequenas janelas da cabana, empoeirada e fria. Acordei com um corpo que não sentia totalmente meu. Cada músculo protestava, cada marca na minha pele latejava com um eco da noite anterior. Mas mais do que a dor física, era a confusão mental que me mantinha paralisada. Havia sido possuída, devorada, reclamada com uma ferocidade que ainda fazia as minhas pernas tremerem. E em meio a esse turbilhão de sensações cruas, entre grunhidos e investidas, uma frase, sussurrada com a boca colada à minha pele, ressoava na minha cabeça como um trovão persistente ao chegar ao clímax. Te amo, caramba. Te amo e vou te fazer pagar por me fazer sentir isso. Ele tinha dito isso? Ele tinha sonhado com isso? Era mais uma tática na sua guerra de posse? Meu cora

