— Sim, você sabe. Insisti, sem elevar a voz. — Seu marido. As dívidas de jogo que você paga em silêncio. As vezes em que você ‘tropeça’ nos móveis. Vi os seus olhos se arregalarem um milímetro. — Eu sei, Elisa. E estou lhe oferecendo ajuda. Se você quiser arruiná-lo, basta me dizer. Eu farei isso. De forma limpa, rápida e definitiva. Você nunca mais precisará vê-lo. Ela engasgou. A tentação brilhou nos seus olhos, um lampejo feroz e desesperado. Então, desapareceu. Ela baixou a cabeça. — Ele é o pai da minha filha. Murmurou, com a voz embargada. — Apesar de tudo… eu não posso fazer isso com ela. Cerrei os dentes. Lógica familiar, dever, a prisão das aparências — tudo muito bem treinado. Eu a entendia muito bem. — Você não merece aturar isso. Eu disse, com uma veemência que surpreendeu

