Pov Adrian O suave farfalhar das cartas de pôquer sendo distribuídas sobre o mogno polido era o único som na penumbra do meu escritório. A fumaça do meu cigarro formava espirais cinzas e preguiçosas sob o cone de luz da luminária de mesa, iluminando as fichas de marfim espalhadas sobre o feltro verde. — Em que você está pensando tão intensamente, Montenegro? A voz de Diego quebrou o silêncio, carregada daquela familiaridade que só décadas de amizade permitem. — Concentre-se. Porque, se não me engano, esta já é a minha terceira partida ganha esta noite. E o meu ego, você sabe, precisa de mais alimento. Desviei o olhar da janela ne*gra para a crescente pilha de fichas à sua frente. Uma quantidade considerável. As minhas, por outro lado, diminuíam como a minha paciência. — Você está jogan

