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mistérios do destino - primeira fase

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Blurb

Karen Carrara sempre soube exatamente o que queria: justiça. Determinada, disciplinada e focada em se tornar delegada, ela não tem espaço em sua vida para distrações — muito menos para sentimentos que possam desviá-la do seu caminho.Gabriel Alcântara, por outro lado, nasceu cercado por privilégios, mas carrega um desejo simples e verdadeiro: construir uma família e viver um amor real, longe das expectativas impostas pelo seu sobrenome poderoso.Quando os dois se encontram, seus mundos colidem de forma inesperada. Entre diferenças, conflitos e uma atração inevitável, Karen e Gabriel se veem envolvidos em algo muito maior do que imaginavam. Segredos do passado começam a surgir, ligando suas histórias de maneiras perigosas e irreversíveis.À medida que sentimentos crescem, também cresce o mistério ao redor de um crime que mudará tudo — colocando à prova não apenas o amor entre eles, mas também suas escolhas, valores e destinos.Entre ambição e paixão, razão e emoção, Karen e Gabriel precisarão decidir: seguir seus próprios caminhos… ou enfrentar juntos os segredos que o destino insiste em revelar.✨ Porque algumas histórias de amor não começam por acaso… elas são escritas pelo destino.

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aquele verão
Se alguém tivesse me dito que aquele verão mudaria completamente o rumo da minha vida, eu provavelmente teria rido. Não porque eu não acreditasse em mudanças — pelo contrário, eu sempre acreditei nelas. Mas mudanças planejadas. Calculadas. Seguras. E aquele verão… não foi nada disso. A ideia de viajar nem tinha sido minha. Lenna insistiu por semanas, dizendo que eu precisava “respirar um pouco” antes de mergulhar de vez nos estudos para a academia. Britney entrou na conversa logo depois, oferecendo a casa de praia dos pais como cenário perfeito para “dias inesquecíveis”. Eu devia ter desconfiado dessa parte. — Karen, você vai surtar se continuar vivendo só de livros, — Lenna disse, jogada no meu sofá, com aquela expressão dramática que só ela sabia fazer. — Ou pior, — Britney completou, rindo, — vai virar delegada e nunca vai ter uma história interessante pra contar. — Eu quero resolver crimes, não viver um, — respondi, cruzando os braços. Mas no fundo… eu estava cansada. Cansada de sempre ser a responsável, a que dizia “não”, a que pensava dez passos à frente. Talvez, só talvez, eu precisasse de uma pausa. E foi assim que, dias depois, eu estava dentro de um carro, com Lenna cantando alto músicas que eu fingia não gostar, e Britney dirigindo pela estrada que levava ao litoral. A casa era… maior do que eu esperava. De frente para o mar, com janelas amplas e uma varanda que parecia abraçar o horizonte, ela tinha aquele ar de liberdade que eu não estava acostumada a sentir. O som das ondas era constante, quase hipnótico. — Bem-vinda ao paraíso, — Britney disse, abrindo os braços. Lenna já tinha corrido pra dentro. Eu fiquei parada por alguns segundos, observando o mar. Respirando fundo. Talvez aquilo não fosse tão r**m assim. Os primeiros dias foram leves. Simples. Sol durante o dia, risadas à noite, conversas que iam de assuntos bobos até planos para o futuro. Pela primeira vez em muito tempo, eu não estava pensando em provas, metas ou prazos. Eu estava… presente. E então veio aquela noite. Britney decidiu dar uma festa. Disse que era tradição convidar algumas pessoas da região sempre que ela vinha pra casa de praia. Eu pensei em recusar, claro. Multidões nunca foram exatamente o meu ambiente favorito. Mas Lenna praticamente me arrastou. — Só dessa vez, Karen. Prometo que não vai ser um interrogatório, — ela brincou. — Você tem um senso de humor estranho, — respondi, mas acabei cedendo. A casa ficou cheia rápido demais. Música alta, vozes se misturando, luzes suaves refletindo nas paredes. Eu tentei me manter perto da cozinha, observando tudo de uma distância segura. Até que eu senti. Aquela sensação estranha de estar sendo observada. Levantei o olhar, meio por instinto. E foi quando eu vi ele. Encostado próximo à varanda, como se não pertencesse completamente àquele caos, estava um cara que parecia… deslocado. Alto, postura firme, olhar atento. Diferente de todo mundo ali. Ele não estava rindo alto, nem tentando chamar atenção. Ele só… observava. Assim como eu. Por um segundo — ou talvez mais — nossos olhares se encontraram. E eu senti algo que não soube explicar. Desviei primeiro. Claro que desviei. — Amiga, você viu o gato que acabou de chegar? — Lenna surgiu do nada, com um sorriso malicioso. — Não estou interessada, — respondi rápido demais. — Mentira. Você ficou olhando, — Britney entrou na conversa, rindo. — Eu só estava analisando o ambiente, — tentei manter minha postura. — Ah, claro. Ambiente com olhos castanhos e cara de problema, — Lenna provocou. Eu revirei os olhos. Mas antes que eu pudesse responder… ele começou a se aproximar. E aí, pela primeira vez naquela viagem, eu senti algo que não estava nos meus planos. Incerteza. Ele parou na nossa frente, com uma calma que contrastava com toda a agitação ao redor. — Você é Karen, não é? Meu coração falhou uma batida. — Sou. E você é…? Um leve sorriso surgiu no rosto dele. — Gabriel. Gabriel Alcântara. O nome não significou nada naquele momento. Mas, de alguma forma… Eu tive a sensação de que deveria. O nome ficou ecoando na minha cabeça por alguns segundos, como se estivesse tentando encontrar um lugar onde se encaixar. Mas não encontrei nada — nenhum rosto, nenhuma referência, nenhuma história. E, ainda assim… havia algo. — Prazer, — respondi, mantendo a postura firme, como sempre fazia quando não queria demonstrar o que estava sentindo. — O prazer é meu, — ele disse, com um sorriso leve, sem exagero. Diferente dos outros caras ali, ele não parecia forçado. Lenna e Britney trocaram um olhar que eu conhecia muito bem. Perigo. — A gente já volta, — Lenna disse, puxando Britney pelo braço. — Nem vem— — comecei, mas já era tarde. Fiquei sozinha com ele. Respirei fundo. — Elas são sempre assim, — falei, tentando soar natural. — Imagino, — ele respondeu. — Mas acho que fizeram isso de propósito. — Com certeza fizeram. Um pequeno silêncio se formou, mas não era desconfortável. Era… curioso. — Você não parece gostar muito de festas, — ele observou. Olhei pra ele, surpresa. — E você não parece ser do tipo que fica analisando estranhos, — retruquei. Ele deu uma leve risada. — Talvez eu abra exceções. Revirei os olhos, mas não consegui evitar um pequeno sorriso. — Eu só não vejo muito sentido em ficar no meio de tanta gente sem motivo, — admiti. — Às vezes o motivo aparece, — ele disse, me olhando de um jeito que me fez desviar o olhar por um segundo. Eu não estava acostumada com aquilo. Com alguém que não tentava impressionar… mas ainda assim conseguia. — Quer dar uma volta? — ele perguntou, apontando com a cabeça em direção à varanda. Hesitei. Por um segundo, pensei em dizer não. Era o mais sensato. O mais seguro. O mais… eu. Mas então lembrei do porquê eu estava ali. — Só um pouco, — respondi. O ar do lado de fora estava mais fresco. O som da música ficou distante, substituído pelo barulho constante das ondas quebrando na praia. A lua iluminava o mar de um jeito quase hipnotizante. Ficamos lado a lado, apoiados na varanda, olhando o horizonte. — Você sempre vem aqui? — perguntei. — Quando posso, — ele respondeu. — E você? — Primeira vez. — E o que está achando? Pensei por um momento. — Diferente. — Isso é bom ou r**m? Olhei pra ele. — Ainda não decidi. Ele sorriu de canto, como se tivesse gostado da resposta. Conversamos por um tempo. Sobre coisas simples — música, viagens, planos vagos. Nada muito profundo, mas também não era vazio. Ele sabia ouvir. E isso… era raro. Em algum momento, sem perceber, estávamos mais próximos. Não houve pressa. Nem intensidade exagerada. Foi… leve. Quando ele encostou a mão na minha, eu não afastei. Quando nossos olhares se encontraram de novo, não desviei. E quando ele se inclinou, eu não pensei demais. O beijo foi tranquilo. Sem urgência. Sem promessas. Mas real.

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