Helena - O que? - Me olhou atenta.
Pesadelo - Agarra seus p****s. - Ela sorriu de canto e levou as mãos aos s***s, massageando no momento que eu comecei os movimentos.
Eu vou molhar todo o banheiro, mas não me importo nem um pouco.
Comecei com movimentos lentos, até ela me dar permissão para ir mais rápido. p***a, eu amo ir rápido, fundo e forte.
E ela parece gostar.
Helena gemia baixinho, tímida. Mordia o lábio e continuava massageando os p****s. Se ela soubesse como fica linda fazendo isso, não pararia nunca.
Meu coração tava acelerado pra c*****o e minha respiração fora de ordem. Fechei os olhos quando senti o o*****o se aproximando.
Helena - Eu...eu vou... - Ela não conseguiu terminar, só senti suas mãos apertando os meus ombros e, por mais ridículo que pareça, gozamos juntos.
Ela apoiou a testa no meu ombro e eu joguei a cabeça pra trás, tentando regular minha respiração.
Helena - Como cê não infartou? - Gargalhei.
Pesadelo - Agora tu sabe que eu aguento o tranco. - Molhei os lábios que estão incrivelmente secos. - Consegue ficar em pé? Vou esvaziar a banheira e ligar o chuveiro.
Ela aceitou e saiu do meu colo, ficando em pé na minha frente, com a b****a um pouco acima do meu nariz.
Que visão!
Levantei também e esvaziei a banheira, regulando o chuveiro na água morna. Tomamos um banho rápido, nos secamos e voltamos pro quarto. Coloquei uma calça jeans preta rasgada nos joelhos, uma regata branca e um tênis preto e branco. Passei perfume e desodorante e coloquei minhas correntes de ouro.
Pesadelo - Preciso tomar café, não sei como ainda tô em pé. - Olhei na sua direção e ela já estava vestida.
Helena - Eu não costumo tomar café da manhã. - Levantou da cama depois de colocar os tênis. - Vai indo, vou arrumar a cama. - Falei que não precisava, mas ela insistiu. Peguei roupas de cama limpas no guarda-roupa e entreguei pra ela. - Já te encontro.
Dei um beijo rápido nela e sai do quarto. Desci as escadas e parei no final pra ver se tinha alguma mensagem importante.
Eu fiquei fora por 2 semanas em uma missão muito importante, deve ter muita coisa pra eu resolver no meu Morro.
Falcão: E aí, filho da p**a.
Falcão: Pô, tenho um negócio f**a pra te falar.
Falcão: Me da um toque quando chegar da missão.
Pesadelo: E aí, cuzão.
Pesadelo: Joga na roda, vidado. Cheguei ontem no Rio e resolvi ficar na minha casa do asfalto.
Falcão: Tá ligado na minha filha, né?
Falcão é meu melhor amigo e aliado, sem ele eu acho que não teria conseguido ser comandante do Morro do Paraíso. Nos conhecemos quando éramos novos, moleques e somos amigos até hoje. Eu ponho a minha mão no fogo por ele.
Ele tem uma filha, sempre cuidou da menina de longe porque a mãe dela não deixava ele se aproximar. Em partes eu entendia a mulher, a vida do Falcão é perigosa e só traria problemas pra criança. Mas é uma p**a s*******m tu ter uma filha e não puder falar, brincar e tocar nela.
Eu nunca conheci a filha dele, achei melhor ficar longe pra não chamar mais atenção ainda toda vez que ele ia ver ela. Às vezes ele me convidava, dizia que seria importante pra ele eu ir conhecer a menina, mas sempre acontecia um imprevisto e eu não conseguia ir.
Pesadelo: Tô, cara. Aconteceu alguma coisa?
Fiquei preocupado. Eu não conheço a menina - que nem é menina mais, deve ter uns 17/18 anos por aí -, mas eu fico preocupado porque o Falcão ficaria devastado se acontecesse algo com ela.
Falcão: A v***a da mãe dela foi embora, abandonou a minha filha. Mas tem um lado bom nisso, ela veio me procurar e tá ficando um tempo aqui em casa.
Falcão: Eu tô muito feliz, mano. Tu sabe melhor que ninguém que eu sempre quis a minha filha perto de mim.
Pesadelo: Pô, fico muito feliz por ti, irmão. Agora sim eu posso conhecer ela como tu sempre quis, não tem perigo.
Falcão: Pois é, cara. Vem jantar aqui em casa hoje, quero que vocês se conheçam.
Pesadelo: Beleza, tá marcado então. Só tenho que ir no meu Morro resolver uns negócios.
Falcão: Qualquer coisa que precisar, só chamar. Até mais tarde.
Pesadelo: Digo o mesmo. Até.
Guardei o celular no bolso da calça e fui pra cozinha. Peguei iogurte, queijo e presunto na geladeira e deixei em cima da bancada. Peguei dois copos, dois pratos e uma faca no armário e deixei na bancada também. Enquanto fazia dois pães e servia iogurte nos copos, Helena apareceu na cozinha.
Pesadelo - Eu sei que cê não tá acostumada a tomar café, mas cê precisa comer algo. - Coloquei um dos copos na sua frente e ela aceitou de primeira, me deixando surpreso. - Cê costuma ser obediente sempre?
Helena - Só quando eu quero. - Piscou e levou o copo até os lábios, tomando uma boa quantidade. - Eu adoro iogurte grossinho assim.
Ela tomou todo o iogurte e comeu metade do pão. Eu tava com tanta fome que peguei umas bolachas no armário também, pra comer no caminho.
Pesadelo - Preciso ir pro trabalho. Posso te deixar em casa ou vais pedir Uber?
Helena - Agora que você provou que não é um serial killer, pode me deixar em casa. - Pegou a bolsa em cima da bancada e arrumou a alça no ombro.
Neguei com a cabeça e disse que ela podia esperar no carro enquanto eu pegava umas coisas no quarto. Peguei o que eu precisava e fui pra garagem, vendo ela encostada no carro, olhando pro nada. Abri a porta do carro pra ela e a mesma agradeceu.
Pesadelo - Não se acostuma. - Gastei e ela revirou os olhos.
Odeio quando reviram os olhos pra mim.
Entrei no carro, esperei ela colocar o cinto e dei partida.
Pesadelo - Endereço?
Ela colocou o endereço no GPS e eu fui seguindo.
[...]
Parei o carro na frente da casa dela e a mesma tirou o cinto.
Helena - Muito obrigada pelo encontro, pela noite e pela manhã ótimas. Foi um prazer sair contigo. - Sorriu. - Espero que a gente mantenha contato, mesmo que seja só amizade.
Pesadelo - Eu que agradeço. Vamos manter contato sim. - Segurei sua mão e beijei o dorso, depois levei minha mão até a sua nuca e colei nossos lábios em um beijo gostoso e um pouco longo.
Ela se despediu e saiu do carro. Esperei ela entrar e dei partida.
Tá na hora de voltar pra realidade.