Capitulo 2

2263 Words
respirar. As veias em seu pescoço e têmporas se destacaram e algo estranho estava acontecendo com a gargantilha brilhante que ele usava. As cores estavam fervilhando, girando em uma mistura de vermelhos, laranjas e amarelos. Fios finos de fumaça subiam do colar e um anel combinando em sua mão esquerda. Molly podia sentir o cheiro de carne queimada, exatamente como em sua visão. O homem que tinha segurado a Srta. Bethel consultou o relógio, sua expressão sombria. “Três minutos até o pôr do sol. Logan não vai chegar a tempo de salvá-lo. Ruben se levantou e deu um passo em direção a Molly. Lexi recuperou sua mobilidade e encontrou uma faca gigante em algum lugar atrás do balcão. E ela segurou como se soubesse o que estava fazendo. Temos que alcançá-la", disse Ruben, respirando com dificuldade. “Deixe essa pobre garota em paz,” ordenou a Srta. Bethel. “Vocês, rapazes, já fizeram estragos suficientes por uma noite. Colocando fogo na lanchonete. O que você estava pensando?” Aquele incêndio não fazia exatamente parte do plano deles - eles planejavam sair do restaurante antes que os demônios despertassem - mas ninguém se preocupou em explicar essa parte para ela. As sirenes ficaram mais altas e Josiah já estava ao volante, ligando o motor. Ruben entrou e fechou a porta. Duro. “Você viu para onde ela foi?” ele perguntou. "Leste. Vou tentar encontrá-la.” Josiah colocou o veículo no trânsito e foi pego no primeiro semáforo. "Merda!" gritou Ruben. “Atravesse o cruzamento.” "Você quer dizer passar direto por esse casal jovem e simpático no conversível pequenino na nossa frente?" perguntou Thomas, olhando para Ruben no espelho retrovisor. “Se for preciso.” "Eu acho que não. Nós a encontraremos, Ruben. Frio." Ruben bateu no assento ao lado dele em frustração. “Eu não posso acreditar que ela fugiu.” Donald também teve dificuldade em acreditar, mas agora sua principal prioridade era Molly e descobrir por que ela não disse uma palavra ou ofereceu qualquer resistência desde o momento em que viu aquelas chamas. Não é um bom sinal. Lexi agarrou o volante com tanta força que suas mãos ficaram com cãibras. Ela odiava deixar Molly e a Srta. Bethel para trás, mas não havia nada que ela pudesse fazer por elas agora. Ela deveria ter pensado melhor antes de se aproximar o suficiente para se importar com o que aconteceu com qualquer um dos frequentadores do Gertie's Diner. Ela já deveria ter aprendido a lição. Se importar tanto com alguém era tolice. Molly e Miss Bethel se foram. A Guarda os tinha e, uma vez que tinham alguém, nunca mais os soltavam. Sua mãe havia ensinado essa lição nela desde antes de ela ter idade suficiente para andar. Ela chegou perto de ser levada junto com eles. Perto demais. Ruben a havia sobrecarregado com seu tamanho, que era algo que ela podia lidar. Mas ele também a sobrecarregou com sua personalidade. Ele era uma mistura perturbadora de humor encantador e caçador mortal e ela não estava preparada para a rápida mudança em seu comportamento. Ela também não estava preparada para a maneira como ele a olhava. A maneira como ele sorriu para ela. Ele parecia um flerte inofensivo durante todo o jantar, e foi por isso que ela não deixou as tatuagens e colares dos homens a alarmarem. Enquanto eles pensassem que ela era humana, ela estava segura, então ela desempenhou o papel. Até flertou de volta, pegou seu número de telefone quando ele o ofereceu. Ficar tinha sido um erro. Quando ele a atacou, ela sabia que ele havia descoberto seu segredo. Ela lutou o máximo que pôde, mas ele era muito forte. Ela o esfaqueou e ele sorriu. Quem diabos fez algo assim? Apenas um lunático. Isso é quem. Uma lunática cuja marca formigava em seu braço. Ela tinha que fazer algo sobre isso o mais rápido possível. Maldito seja. Ela adorava aquele trabalho. Amava as pessoas que ela via todos os dias. Era quase como ter uma família, e Ruben tinha roubado tudo dela apenas aparecendo e invadindo sua vida. Lexi soltou um grito enfurecido, fazendo vibrar as janelas de seu velho Honda. Ela odiava isso – odiava ter medo, odiava ficar sozinha, odiava ter que reconstruir sua vida a cada poucos meses – mas era hora de seguir em frente. Novamente. O estrago estava feito e ela não estava mais segura aqui. Tudo o que ela possuía estava neste carro velho e surrado. Ela estava deixando o pagamento de uma semana para trás, mas isso era algo que ela teria que lidar. Ela tinha dinheiro suficiente guardado para continuar se mudando por algumas semanas, que era exatamente o que ela ia fazer. Sua mãe havia avisado que ela nunca poderia deixar o Guarda encontrá-la Eles eram homens perigosos que escravizavam as mulheres, as obrigavam a fazer um m*l indescritível. Sua mãe nunca foi completamente sã, mas nos dias em que ela estava lúcida, essa era a única coisa que ela enfiava na cabeça de Lexi repetidamente, e Lexi levou esse aviso a sério. Ela sabia o que aconteceria com ela se eles descobrissem seu segredo – se eles descobrissem que ela não era inteiramente humana.Ela teria que conseguir um novo nome, alterar sua aparência e encontrar uma nova cidade. Estava ficando cada vez mais difícil mudar sua identidade, e os papéis custavam cada vez mais, mas não havia como evitar. Ela estava livre e ficaria assim ou morreria tentando. Ela não podia se deixar cair nas mãos do inimigo. As vidas de muitas mulheres — mulheres especiais como ela — estavam em jogo. Molly não conseguia nem gritar. Ela estava apavorada demais para puxar ar suficiente. Vendo aquele pilar de chamas enquanto Donald usava aquele meio sorriso no rosto. . . Era tão parecido com sua visão que ela simplesmente desligou, esperando que o fim das bolhas chegasse. Mas não veio. E embora houvesse semelhanças entre a realidade e sua visão, não era exatamente a mesma coisa. Ela podia ver muito ao seu redor, estava claro por dentro, não escuro, e o fogo estava atrás de Donald, não a engolfando. Essa era a maior diferença – a que realmente importava. Ela não estava queimando viva. Respirar. Apenas Respire. Isso é tudo o que ela tinha que fazer. Ela ainda não conseguia abrir os olhos. Ela podia sentir a vibração de um carro sob suas coxas e o leve balançar de seu corpo quando eles dobravam as esquinas. Alguém a estava segurando. Ela podia sentir o peso do braço quente de um homem em torno de seus ombros. Dedos fortes desenharam círculos reconfortantes sobre seu braço nu. A cabeça dela estava encostada no ombro dele e ela podia sentir o cheiro de fumaça grudada na camisa dele, um toque sutil de sabão grudado na pele dele. Flâmulas de energia que pareciam água borbulhante quente escorriam em sua carne, onde a outra mão circulou seu pulso. Donald. Donald a segurava, impedindo-a de voar. Ele a carregou para fora daquele prédio em chamas. Ele não a tinha visto morrer. Talvez sua visão estivesse errada. Ou talvez ainda não fosse hora de ela morrer. De qualquer forma, ela estava grata por ainda estar viva. “Vire aqui,” ela ouviu um homem dizer, e forçou seus olhos a abrirem o suficiente para ver o que a cercava. Ela estava na traseira de um grande SUV e, mesmo através das janelas fortemente escurecidas, ela podia ver que o céu a oeste era de um rosa alaranjado profundo. A senhorita Bethel estava sã e salva no banco da frente e Ruben estava quase rastejando no colo do motorista, ajudando-o a dirigir o carro. “Bem-vindo de volta”, disse Donald. A cabeça dela estava baixa e não havia como ele a ver abrir os olhos, mas ele sabia que ela estava coerente novamente. Molly endireitou-se, o que ele a deixou fazer, e então tentou se aproximar e colocar alguns centímetros entre eles, o que ele não a deixou fazer. Ele manteve o braço firmemente sobre os ombros dela, segurando-a contra seu corpo. Seu corpo muito quente, muito firme, muito viril. “Aqui, Thomaz! Vire aqui!” gritou Rubens. Ele estava frenético com alguma coisa, mas Molly não conseguia se perguntar por que ele estava frenético. Ela tinha problemas piores, como como ela iria tirar a Srta. Bethel dessa bagunça e voltar para casa com a segurança de suas toalhinhas de crochê e sua gigantesca coleção de livros antigos. "Você está bem?" ele perguntou, inclinando-se um pouco mais perto de seu ouvido para que ela pudesse ouvi-lo sobre as instruções de Ruben. Molly engoliu em seco, esperando que sua voz não saísse em um chiado infantil. "Eu estarei assim que você me levar de volta para o meu carro." “Não pode fazer. Os bombeiros e a polícia provavelmente já estão rastejando por todo o restaurante. Quem sabe quanto tempo levará para apagar o fogo?” Incêndio. Certo. Eles poderiam ficar com o carro dela. Ela não chegaria perto do fogo, não enquanto ele estivesse por perto. “Casa, então. Você pode levar a senhorita Bethel e eu para casa. "Caramba! Eu a perdi.” Ruben passou a mão frustrado pelo cabelo comprido e ondulado, puxando metade do r**o de cavalo que o mantinha no lugar. "Eu pensei que você disse que colocou um marcador nela", disse o motorista, Thomas. Sua? Lexi. Oh não. “Eu fiz,” ralou Ruben. “Eu pensei que era forte também, mas aparentemente não. Como ela poderia ter escapado tão facilmente? Simplesmente não faz sentido.” "Diga-me que Lexi conseguiu sair do fogo", disse Molly, olhando para o rosto sombreado de Donald. "Ela fez. E o cozinheiro já tinha ido embora, o que foi uma sorte para ele.” “Não foi sorte, apenas preguiça”, reclamou Molly. Paulo sempre saía cedo, fazendo Lexi limpar a lanchonete sozinha na maioria das noites. "Ela não apenas saiu", disse Ruben com o som distinto de dentes rangendo. “Ela também fugiu. Você sabe onde ela mora?” ele perguntou a Molly. "Eu não faço ideia." O que não era exatamente a verdade. Ela sabia que Lexi morava em seu carro, mas não onde o carro estava. "E mesmo se eu soubesse, eu não diria a você." O que era a verdade exata. “Acho que já tive aventura suficiente para um dia”, disse Miss Bethel. “Estou pronto para ir para casa.” Molly estava de pleno acordo sobre a parte da aventura. “Eu realmente gostaria de saber o que diabos está acontecendo. Quem são vocês e o que querem de nós?” “Nós somos os mocinhos”, disse Donald. “Queremos mantê-lo seguro. Isso é tudo." “Então deixe-nos sair aqui. Podemos cuidar de nós mesmos.” “Sem chance”, disse Donald. “Não até descobrirmos por que você tem esse efeito em mim. Além disso, está escuro lá fora. Você não está seguro correndo por aí quando o sol se põe.” "Eu não vou deixar você com esses rufiões", disse a Srta. Bethel. “Estamos unidos. Estou de olho nesses meninos”. “Precisamos voltar ao trabalho”, disse Thomas. Ele estava calmo onde Ruben estava frenético, movendo o veículo gigante pelo tráfego com facilidade especializada. Seus ombros largos se projetavam em ambos os lados do banco do motorista e sua cabeça estava a apenas alguns centímetros do teto do SUV. “Logan já deve ter terminado de se alimentar e ele precisa saber onde nos encontrar.” “Minha casa,” disse Miss Bethel. “Faça com que ele te encontre na minha casa.” Oh não. Molly não ia deixar esses homens saberem onde a senhorita Bethel morava. Ela era uma velha praticamente indefesa e esses homens atrelaram o medidor de esquisito. Não é uma boa combinação. “Não acho que seja uma boa ideia. Apenas nos leve ao shopping. Algum lugar público. Miss Bethel e eu podemos pegar um ônibus ou um táxi. “Não quer que os lobos grandes e maus saibam onde você mora?” perguntou Donald. Ela sentiu as palavras dele deslizarem ao longo de sua têmpora em uma onda quente que contrastava com a sugestão fria de zombaria em seu tom. “Eu não sou uma i****a,” ela disse a ele. “Não, mas você é um mistério. Um que vou precisar de algum tempo para resolver. “Não temos muito tempo aqui, Donald”, disse Thomas. “Temos um trabalho a fazer e apenas cerca de oito horas e meia para fazê-lo.” Ela sentiu o corpo de Donald ficar tenso ao longo de seu lado esquerdo. Seu braço a agarrou com mais força e seus dedos apertaram seu pulso como se gostava de onde sua linguagem corporal possessiva estava indo. Donald declarou: "Eu entendo isso, mas também entendo que não vou sobreviver a outro ataque como esse último, então é melhor localizarmos um local para realizar alguns testes. Logan é o que precisamos para isso. A casa da Srta. Bethel é o melhor local para isso. As coisas poderiam ficar mais estranhas esta noite? Ruben se virou e acenou com um dedo grande na direção de Lexi, indicando que ele a viu se aproximando dele. "Não entre nisso. Você não é afetado por isso. Eles são meus amigos. Donald também é meu. Voltando-se para Molly, Ruben. suas instruções, outra pessoa se machucaria quando ele a obrigasse a fazer isso, provavelmente a Srta. Bethel.
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