capitulo 3

2397 Words
Era isso. Molly tinha quase certeza de que havia chegado ao fim da linha. Ela não estava disposta a levar a Srta. Bethel com ela, então ela acomodou a frágil mulher em um assento e deu a ela o que ela esperava ser um sorriso corajoso. A senhorita Bethel agarrou o braço de Molly com dedos fracos e nodosos. “Não vá, querida.” "Eu vou ficar bem", ela mentiu. Molly se virou para Ruben e deu um passo à frente. O grandalhão estava segurando Donald para não se machucar se debatendo, mas não parecia uma tarefa fácil. Donald era forte — seus braços e pernas musculosos. Ela podia ver toda aquela força apertando seu corpo contra as convulsões. O grandalhão levou uma cotovelada no estômago por seu esforço, soltando um grunhido de dor. Ruben segurou as pernas de Donald, mas não tirou os olhos de Molly. Ela tinha certeza de que se ela não continuasse se movendo em direção a ele, ele viria atrás dela. Cara, ela não queria estar aqui agora. Ela não queria estar no meio dessa confusão, completamente confusa com o que estava acontecendo e totalmente apavorada por estar se aproximando de um homem que a fazia se sentir melhor com um quase toque do que todos os toques reais de todos os outros. homens em sua vida juntos. “Ele vai ficar bem,” ela disse a eles, dando outro meio passo para frente. "Como você sabe?" perguntou Rubens. Excelente. Agora ela tinha ido e se encurralado em um canto. Ela não podia dizer exatamente a eles que ela sabia que ele ficaria bem porque ele tinha que viver o suficiente para vê-la morrer. "Eu só faço." Outro meio passo e ela estava perto o suficiente para que Ruben estendeu o braço longo e a agarrou pelo pulso. “Tudo o que você fez, desfaça.” eu não fiz nada! Juro. Tudo o que fiz foi empurrar o braço dele e ele caiu.” A testa pesada de Ruben enrugou por um segundo; então aqueles olhos verdes pálidos dele se arregalaram como se ele tivesse acabado de descobrir o que deu errado. “Venha aqui,” ele exigiu, puxando-a para o chão até que a mão dela estava pressionada contra a barriga de Donald – sua barriga nua, dura e quente que deveria estar completamente coberta por sua camiseta, mas não estava. Toda aquela contorção tinha trabalhado sobre suas costelas e ela podia ver metade de uma grande tatuagem correndo sobre seu lado esquerdo. Era uma árvore, pintada em cores realistas e detalhes perfeitos. Cada nó em espiral, cada torção das raízes da árvore eram tão realistas que ela tinha certeza de que quase podia sentir a textura áspera da casca sob a ponta dos dedos. Fios finos de raízes se espalharam sobre seu estômago e desapareceram sob o cinto em seu jeans. Ela se recusou a pensar sobre onde eles levaram. Seus dedos tocaram a pele dele, e não levou dois segundos inteiros para Donald relaxar. Ambos os homens olharam para ela em choque, então se entreolharam, compartilhando alguma conversa secreta de homem. Ela não tinha ideia do que estava acontecendo, e neste momento ela não tinha certeza se queria saber. Tudo o que ela queria era levar a Srta. Bethel de volta para casa e rastejar para um banho quente e profundo por cerca de uma semana. Ela estava bastante certa de que não poderia queimar viva em uma banheira, e foi a única vez que ela realmente relaxou. "Você vem com a gente", disse o grandalhão. Seus olhos azuis brilhantes examinaram o corpo de Donald, a preocupação puxando suas sobrancelhas. “Não, não estou”, disse Molly. Ruben soltou o pulso de Molly e se levantou. Ela deveria ter se afastado e se dirigido para a porta, mas algo a deteve. Algo estava acontecendo sob sua mão. A pele de Donald esquentou e ela foi inundada com aquela estranha onda de energia que sentira antes. Ele a encheu por dentro, como uma luz quente, encontrando todas as pequenas rachaduras e buracos frios e escuros dentro dela. Havia uma leve sensação de zumbido e o gosto de mel em sua boca, o cheiro de chuva em seu nariz. Ela se sentiu leve. Flutuante. Isso não estava certo. Parecia incrivelmente bom, mas não estava certo. Isso não deveria acontecer. Não poderia ser real. Ela começou a afastar os dedos, mas a mão de Donald pegou a dela antes que ela terminasse de tirá-los de sua pele. Seus dedos envolveram seu pulso e ela podia sentir aquele zumbido perturbador de energia afundando nela onde cada um de seus dedos magros encontravam sua pele. Ele se sentou, parecendo alerta e coerente, e ela sentiu a malha macia de sua camisa contra seu pulso. Ele segurou a mão dela no lugar e se inclinou para frente até que houvesse apenas cinco centímetros entre eles. “Eu não vou deixar você escapar de novo. Não até descobrirmos o que é essa coisa entre nós. Foi um juramento. Ela podia sentir o poder disso se instalar em torno dos dois, excluindo o resto do mundo. Isso não era real. Isso não estava acontecendo. Muitas coisas estranhas aconteceram com ela ao longo de sua vida, mas isso estava muito fora do quadro estranho. “Não há nada entre nós.” Ele deu a ela aquele meio sorriso de sua visão. "Existe agora." Atrás dele, logo dentro da janela que levava à cozinha do restaurante, chamas alaranjadas irromperam, vomitando como um gêiser. O mundo de Molly desmoronou a um ponto de pânico do qual ela não conseguiu escapar. Sugou-a e roubou-lhe o oxigênio. Ela não conseguia nem se lembrar de como respirar. Ruben gostava de um pouco de tempero em suas mulheres, mas isso era ridículo. Ele tinha visto a garçonete sexy se esgueirar pelo balcão com aquela faca. Após a façanha que ela fez com aquele maldito espeto, Ruben não duvidou nem por um segundo que ela o usaria. Ele sabia que ela iria. O fio de sangue escorrendo por seu braço era a prova disso. “Você quer brincar, garotinha?” Ruben perguntou a ela, aproximando-se. Ela era tão linda que ele só queria comê-la. Seus grandes olhos castanhos eram escuros, como chocolate agridoce, que ele imaginou combinar bem com sua personalidade. Ela tinha sido toda açucarada e sorridente quando anotou o pedido deles e trouxe o jantar, mas assim que ela pensou que seus amigos estavam em perigo, todo aquele açúcar foi embora, deixando a verdadeira mulher para trás. Feroz. Encantador. Aquele queixo pontudo dela não o estava enganando. Ela era toda espírito e espinha dorsal e ele adorava. Lexi não era muito grande, mas isso não era culpa dela. Ela foi construída com a qualidade em mente, não a quantidade, e aquele cabelo espetado de menina má e o breve flash da tatuagem que ela tinha em espiral na parte inferior das costas estavam realmente funcionando para ele. Ruben não tinha certeza de qual era exatamente a imagem - ele só tinha a impressão de curvas sinuosas - mas não importava. Ele gostava que ela fosse forte o suficiente para aguentar a dor, que ela estivesse disposta a fazer aquele pequeno sacrifício por algo que ela achava bonito. Esta raia viciosa que ela estava mostrando agora era apenas um bônus adicional. Agora, se ele conseguisse fazer com que ela largasse a faca, eles poderiam ter uma boa e longa conversa, e talvez depois que seu trabalho estivesse feito, ela o deixaria ver o quão abaixo de seu jeans de cintura baixa aquela tatuagem ia. Pelo canto do olho, Ruben viu que a velhinha havia recuperado seu andador e estava indo para o telefone. A última coisa que eles precisavam era que ela chamasse um bando de policiais humanos para estragar as coisas. A convulsão que Donald tinha feito foi divertida o suficiente para uma noite. Donald estava sentado agora, o que era um bom sinal, mas o pôr do sol aconteceria em menos de um minuto e, uma vez que isso acontecesse, as coisas poderiam passar de feias a feias em um piscar de olhos. Esses demônios provavelmente estavam ansiosos para sair de seus esconderijos úmidos e começar a caçar. O cheiro de sangue escorrendo pelo braço de Ruben garantiria que este fosse um dos primeiros lugares em que parassem. Lexi estava circulando à sua esquerda, em direção à velha – provavelmente para protegê-la. Como se algum m****o da Guarda pudesse machucar alguma velhinha. Claro, ela não poderia saber disso. “Abaixe a faca, querida. Já houve derramamento de sangue suficiente para esta noite. "Eu vou te dizer quando eu tiver derramado sangue suficiente", ela cuspiu. Ruben queria beijar aquela boca violenta dela. Ele a achava bonita antes quando era Lexi, a Garçonete, mas agora que ela era Lexi, a Vingadora, ela era gloriosa. Esplêndido. Ele avançou, mantendo os olhos na faca enquanto recolhia pequenas partículas de energia do ar. O poder adicionado doía como o inferno, mas ele precisava disso para marcá-la. Ele não podia deixá-la ir, não sem ter certeza de que tinha uma maneira de mantê-la sob controle. Um pequeno toque e ele deixaria para trás uma marca que ele seria capaz de seguir em qualquer lugar. Tudo o que ele tinha que fazer era chegar perto o suficiente para tocá-la sem ser cortado. Logan não gostaria de ter que consertá-lo antes que a noite realmente começasse. Lexi não recuou. Não deu um centímetro. A faca brilhou em seu aperto e Ruben sentiu-se sorrir. O que uma mulher. Ele se aproximou, contando os segundos que a velha levaria para alcançar o telefone. Talvez quinze. Foi o suficiente para desarmar Lexi e deixar sua marca. Zack se lançou em direção a ela, abaixando sua faca quando ela o cortou uma fração de segundo tarde demais para causar qualquer dano. Ele agarrou seu pulso para manter a faca afastada, e prendeu seu corpo contra o dele, de costas para seu peito. Sob o braço que ele tinha apoiado em seu corpo para mantê-la imóvel, ele podia sentir o rápido subir e descer de seu peito e as batidas frenéticas de seu coração. Por um breve segundo, Ruben hesitou. Ela tinha medo dele. Ela não queria isso. Ele soltou a energia que reuniu e sentiu uma onda lancinante de poder sacudir sua mão até a ponta de seu dedo indicador, que estava pressionado contra o braço de Lexi. Ela respirou apavorada e ficou imóvel. Ruben abriu a boca para tranqüilizá-la, mas antes que pudesse dizer uma única palavra, uma gigantesca coluna de fogo explodiu da cozinha e atravessou o teto, abrindo um buraco no telhado. Eles estavam sem tempo. Os demônios estavam aqui, e eles estavam chateados. “Mudança de planos”, gritou Thomas. Donald m*l podia ouvi-lo por causa do som de pratos explodindo com o calor do fogo na cozinha do restaurante. Tão rápido quanto o fogo estava se espalhando, não havia como ser fogo natural. Alguns dos demônios que eles caçavam tinham o poder de chamar fogo. Eles o usavam para criar pânico, fazer suas presas correrem para que pudessem reuni-las em grupos ou emboscá-las enquanto fugiam. O Mulct que havia causado esse incêndio estaria se aproximando deles, talvez até espreitando do lado de fora, esperando o último raio de sol desaparecer. Donald tinha que colocar as mulheres em segurança. Especialmente Molly. Ele puxou Molly apertado contra ele, certificando-se de que sua cabeça estava abaixada para protegê-la de detritos voadores. Uma vez que ela viu o fogo, ela congelou com um olhar de terror em seu rosto. Ela estava pálida, tremendo e não resistindo mais a ele. Não é um bom sinal. Josiah ainda estava ao lado de Donald, embora Lexi estivesse balançando uma faca, parecendo uma espécie de pequeno comando, e a Srta. Bethel estivesse avançando lentamente em direção ao telefone. "Vamos sair daqui", gritou Thomas. “Logan terá que alcançá-lo. Você pode andar?" "Sem problemas", disse Donald. O que quer que tenha acontecido quando suas luzes internas se apagaram foi r**m, ele estava bem agora. Melhor do que bem. Ele estava pronto para enfrentar todo o maldito ninho de Mulct sozinho e recuperar a espada de Kevin sozinho, se necessário. O pulso de Molly ainda estava em seu aperto e ele com certeza não estava soltando. Aquela onda de agonia que o invadiu quando ela o empurrou foi uma professora eficiente. Não era uma lição que ele precisava aprender uma segunda vez. "Você a leva", disse Thomas. "Vou pegar a velhinha e vamos deixar Ruben lidar com Rambette." Donald assentiu e se levantou, puxando Molly com ele. Ela ainda não respondia, seus olhos grudados no fogo. Ela deixou cair sua bolsa em algum momento, que ele parou para pegar junto com a da senhorita Bethel. Não fazia sentido deixar vestígios óbvios das mulheres na cena do que poderia ser considerado um incêndio criminoso. Incêndios como este eram frequentemente relatados erroneamente como incêndio criminoso porque ninguém conseguia descobrir como eles começaram. Ele adivinhou que provavelmente não havia uma caixinha para checar ao lado da palavra magia nos relatórios da maioria dos inspetores de incêndio. Donald ergueu o corpo complacente de Molly em seus braços e se dirigiu ao Chevy Tahoe. Os últimos raios de sol tremeluziam entre longas sombras, impedindo que os demônios que iniciaram o fogo atacassem por mais alguns segundos. Levou vários desses segundos para colocá-la no banco de trás do SUV e colocar um cinto de segurança em torno de sua cintura. Nem uma vez ele parou de tocar sua pele, o que não era nenhum problema. Quando ele terminou com isso, Josiah tinha colocado a Srta. Bethel no banco da frente e seu andador atrás, mas Ruben não estava em lugar algum. As chamas já haviam atravessado telhado e a parede dos fundos da lanchonete. Uma pequena multidão de espectadores estava se formando do outro lado da rua. Sirenes gemiam ao longe e, quando chegassem aqui, Donald e seus amigos precisavam ter ido embora há muito tempo. Lidar com as autoridades não era algo para o qual eles tivessem tempo esta noite. A espada de Kevin ainda estava lá fora, capaz de causar sérios danos se algum humano tropeçasse nela – capaz de causar muito mais dano nas mãos de um dos Mulct. “Onde está Rubens?” perguntou Thomas, examinando o pequeno estacionamento.
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