Barão narrando...
Fala galera, como sabem, sou atual dono da Pedreira, tenho 26 anos... bom, eu assumi o morro quando fechei meus 18 anos, logo depois de um assalto no banco, perdi meu pai aos 15 anos, ele e o melhor amigo dele foram assassinados brutalmente, nada me tira da cabeça que a vagabunda daquela delegada tá envolvida nisso tudo, eu venho em busca dela até hoje, mas não encontro um rastro da desgraçada, mas isso não vai ficar assim, eu estou indo cada vez mais afundo, e sei que logo, logo ela aparece, vocês devem estar se perguntando que delegada? como tem tanta certeza que ela tá envolvida? pois eu tenho! e logo mais vão saber o por que da minha certeza.
Bom, eu amo essa favela e amo as pessoas que eu tenho no meu dia a dia, eu sou um cara muito fechado, namoral! Não sou putanheiro que nem a grande maioria, tenho pelo morro mesmo duas p**a, que pago um belo cachê pra não encherem meu saco, e as vezes desço pra pista pra pegar umas Patyzinha, mas nada sério também, só preciso relaxar, as vezes o dia é tenso e não tem outra forma de extravasar, então é com elas mesmo. Eu não tenho mais minha mãe e nem meu pai vivos, nem família, na realidade tenho o Guinho, que é meu primo, porém ele perdeu os pais também, então somos só nós dois, e é claro que temos nossos amigos, Loirinho, Barbie da Favela, Machadinha, Gnomo, Miguel e a Tia Elisa, mãe da Machadinha. Somos uma família, e pra mim isso tá ótimo, os demais não quero contato mesmo, prefiro que temam a mim.
Sabe quando tu não está com um pressentimento bom? É assim que eu venho me sentindo... Já fazem algumas semanas, sempre escutei do meu pai e dos meus tios que quando a paz reina demais, logo vem chumbo grosso pela frente e é isso que tá tirando o meu sossego, a paz está treinando demais... Nada dos rivais querendo invadir, polícia na dela, algo não tá me cheirando bem... Sinto que logo, logo a merda toda vai estourar e o bagulho vai ficar doido. Se eu tô preparado pra isso? Mas é lógico, eu tô sempre preparado, não é atoa que a minha favela é uma das melhores, os n**o tenta bater de frente mas volta de ré, aqui o armamento é pesado, bagulho até de granada, metralhadora, tenho uma ponto50 que faz um estranho, a minha bebezinha e em último caso até a FGM-148 javelin, porém como é um lançador de míssil, eu evito usar, só em último caso mesmo, pois não deixo subirem minha favela de jeito nenhum, qualquer um que tomar isso, sei que não vai cuidar como eu, e bom, esse é o legado do meu pai, não tem nem como eu deixar para os outros, eu mato e morro por esse lugar.
Sábado, dia de baile e também dia que chega a moradora nova, puxei a ficha todinha dela, mas não encontrei nada que ligasse ela há algo, mas sabe quando tu sente que conhece a pessoa, é assim que eu senti quando vi a foto na ficha dela, p***a, sinto que já conheço essa mina de algum lugar... Sigo pro baile e tá tudo fluindo bem, até que chega o Gnomo junto da moradora nova, Gnomo é firmeza e sempre tenta fazer todo mundo se sentir em casa aqui na favela e o moleque sempre consegue, muitos gostam daqui por causa dele e das palhaçadas dele, mas quando é pra ser r**m, sai de perto, a gente não queria que ele se envolvesse, mas como ele mesmo falou "p***a, meus irmãos e meus amigos são, vocês querem o que? Lógico que vou pela mesma vida, cês melhores que ninguém sabe o sufoco que sofremos, a discriminação por sermos da favela" e é isso mesmo, a maioria se envolveu no tráfico por causa da discriminação que sofrem por morarem na favela, porém eu tento proporcionar o máximo de estudo e comércios aqui pra eles não se envolverem nessa vida, tem alguns pontos que tem até vaga pra estagiário, só quero poder dar a oportunidade pro pessoal não se envolver no crime.
Gnomo se aproxima com a mina e mano, quando nossos olhares se cruzam sinto um bagulho muito estranho, sinto que já tive esses olhos em cima de mim, desse mesmo jeito, as meninas tentam fazer ela se sentir em casa e então engatam em uma conversa.
Barbie: O que te trouxe aqui pro morro?
Gabriele: As condições, no momento tô desempregada, foi o lugar mais em conta que achei, na realidade até achei em outras favelas, mas o medo das outras falaram maior, então vim pra cá. — ela diz e eu dou um sorriso de lado, eu cuido da minha favela muito bem, porém n**o que não me tire pra trouxa, que comigo é sem massagem.
Machadinha: Você vai gostar daqui, creio que já foi passado pra ti toda a visão correta né? é só andar na linha que fica tudo certinho.
Gabriele: Sim, Gnomo me levou pra conhecer o morro e foi me passando de como funciona aqui.
Elas ficaram conversando e logo eu escutei uma gritaria lá embaixo quando fui ver, ela a Samanta e a Karina fazendo barraco, mano, era só o que me faltava, nunca tinham brigado na vida e agora vão começar com essas p*****a. Escuto o Pompom falar que ninguém sobe, que eu tinha proíbido, mas quem disse que elas deram bola? Desci até a escada e olhei pras duas.
Barão: Guto, chega aqui, pode levar pra salinha e descer 50 madeirada em cada uma, não gosto de patifaria no meu morro, nunca fizeram barraco e agora vão começar com essa loucura. — elas me olham assustadas e olham pro camarote, sigo o olhar delas e vejo a moradora nova e então entendo o motivo desse show todo, eu nunca deixo ninguém subir, e a moradora nova tá no meu camarote, só pode ser piada essas duas né.
Subo as escadas e mando voltarem com o baile, já que havia parado por causa da confusão, Gabriele vez ou outra me olha, mas não consegue segurar por muito tempo o olhar no meu.