A sala de reuniões principal tinha paredes de vidro fumê, uma mesa de madeira maciça que atravessava o espaço como um altar, e cadeiras de couro que pareciam tronos corporativos. Ali não se discutiam sentimentos. Ali se decidiam destinos. Magno entrou cinco minutos antes do horário. Sempre pontual. Sempre preparado. Terno cinza escuro impecável. Relógio discreto, mas absurdamente caro. Postura controlada. Por fora, ele era o mesmo de sempre. Por dentro… não. Ele sabia que Bruna não sairia daquilo em silêncio. Mas não imaginava o que ela estava prestes a fazer. Um a um, os sócios foram entrando. Homens na maioria acima dos cinquenta anos. Conservadores. Tradicionais. Muitos com sobrenomes antigos que carregavam gerações de fortuna. Alguns cumprimentaram Magno com firmeza. Outros

