O elevador descia devagar demais. Magno estava sozinho dentro dele. Pela primeira vez em muitos anos, completamente sozinho. Sem assessores. Sem advogados ao lado. Sem aliados. Sem Gabriella. A imagem dela se afastando repetia na cabeça como um filme quebrado. “Não encosta em mim.” A frase ecoava. Ele apoiou a mão na parede espelhada do elevador e fechou os olhos. Como aquilo tinha acontecido? Mensagens. Transferências. Depoimentos. Testemunhos. Tudo sólido demais. Organizado demais. Cronológico demais. Era impossível que fosse coincidência. Mas também parecia impossível que alguém tivesse conseguido montar algo tão detalhado. Quando as portas se abriram no térreo, ele sentiu os olhares. Funcionários já sabiam que algo havia acontecido. A notícia corria rápido em amb

