Capítulo 67 Charlotte Brown Eu sabia. Desde o primeiro segundo em que Henry falou “ouvi um choro”, alguma coisa dentro de mim apertou como um punho. Não era só medo, não era imaginação. Era a mesma sensação que tive quando Emma sumiu por horas e eu soube, antes de qualquer telefonema, que algo estava errado. Quando Elijah abriu o painel falso e o choro rasgou o ar, minhas pernas cederam. Caí de joelhos sem perceber, as mãos indo sozinhas aos panos. A bebezinha — era uma menina, eu soube pelo rosa das roupas, pelo laço torto e rostinho delicado — soluçou alto quando sentiu minha pele, e eu comecei a balançá-la devagar, apoiando a cabeça dela no meu antebraço, o corpo colado ao meu peito. — Calma, calma, calma… — minha voz saiu num sussurro trêmulo, mais para mim do que para ela. — Tá

