CAPÍTULO 15 Charlotte Brown Foi só virar o rosto pra me ajeitar no espelho de vidro escuro que percebi o reflexo no alto da parede: uma câmera. — Ótimo… — murmurei, mas sem me abalar. Eu já tinha lidado com aquele tipo de vigilância na cadeia quando dava merda e uma de nós feria alguém lá dentro. Então sorri de lado, caminhei até um pequeno interruptor escondido no rodapé e pressionei com o salto do sapato. A luz piscou. Imagem congelada, e pronto. Câmera muda. Fácil. Voltei a andar pelo espaço com o mesmo salto firme. Joguei outra provocação: — Você está sempre tentando controlar tudo, James. Só que no fim, Henry é quem assinou o papel certo, não foi? Ele está casado. Tem o nome dele no testamento. Eu me afastei, triunfante, até ouvir passos pesados às minhas costas. — Que dia

