"Aslan leva Çagla para almoçar"

1055 Words
Çagla não estava acreditando que havia passado nos testes e  conseguido o emprego de secretária no escritório, mais famoso da Turquia. - Nuray cadê você? Você não vai acreditar quando eu te disse o que aconteceu hoje. Nüray é a única amiga de Çagla em Istambul e teve que recorrer à ela, para fugir do seu ex Birol. Çagla tira os sapatos na entrada da sala, colocando as pantufas e Nuray aparece na porta da cozinha, toda suja de farinha. - Dá pra falar depois? Estou aprontando nosso jantar. - Nossa você está toda suja de farinha. - Estava pondo sovando a massa, agora a coloquei pra descansar. Çagla sorri da amiga toda cheia de farinha, entra no banheiro, tira a roupa e liga o chuveiro. - Eu consegui o emprego Nüray. - Inshalá Çagla. Nuray comemora o acontecido, enquanto Çagla se enrola na toalha e sai do box. - Mas o melhor você não sabe. - Não vou saber se você não contar. - Eu conheci um homem lindooo. - Não me diga. - Ele é também um dos donos do escritório de advocacia. - É mesmo? - O melhor de tudo que serei sua secretária. - Isso não é bom Çagla. - Ele é bonito e parece ter um aquele negócio enorme. Pronto falei. Nuray fica de boca aberta. - Continuo achando que isso não é bom. Você tem que focar no trabalho agora ou se esqueceu que está fugindo de um homem c***l? - Não eu não me esqueci. Mas logo os pensamentos de Çagla voltam novamente para aquele homem alto e forte que havia conhecido. Aslan chega em casa e sua mãe Banu aparece e o abraça e beija. - Ué você não disse que ia viajar filho? - Merhabá mamãe. Resolvi passar o final de semana em casa descansando. - Que bom, amanhã farei seu prato predileto e chamaremos Kara para almoçar conosco, o que acha? - Eu não pretendo almoçar em casa, por isso a senhora pode chamar quem a senhora quiser. Aslan levanta encaminhando-se para o seu quarto, pois esse assunto Kara já deu e ele não queria mais se estressar com isso. - Mas meu filho, você não poderá fugir do casamento a vida toda. Eu e seu pai concordamos que se casará de Kara. Moça recatada e seguidora dos costumes. Aslan entra no quarto sorrindo, não querendo mais ouvir, o que sua mãe tem a dizer. - Recatada e seguidora dos costumes. Sei! Não havia muito tempo Kara e Aslan fizeram sêxo ali mesmo em seu quarto. Não foi uma transa satisfatória, porque Kara era uma mulher cheia de mimimi.  Ela não aceitava t*****r em algumas posições e isso irritou muito Aslan, que jamais se casaria com uma mulher que não fosse boa de cama. - Como seria Çagla na cama? Droga só de pensar nela, meu amiguinho aqui embaixo cresce.  - Amanhã vou convidá-la para almoçar comigo. Çagla era de fato linda solteira, extremamente carente e guardava um segredo a sete chaves, que Aslan ainda desconhecia. Morar em Istambul estava desde sempre nos planos de Çagla, que jamais imaginou torná-lo realidade. Desde que Çagla conheceu Birol há dois anos, sua vida havia se transformado em um inferno. Ele a agredia constantemente,  através de socos e pontapés e até mesmo a desmaiou certa vez.  Birol era possessivo e sentia-se dono de Çagla, impedindo-a de trabalhar e ter amigos. O pai de Çagla tinham mais 4 filhos menores com sua madrasta e sofria sempre que visitava sua filha  e a via machucada em casa. A mãe de Çagla morreu quando ela tinha 5 anos, fazendo com que seu pai casa-se novamente com outra mulher. A madrasta de Çagla não era má, mas também não era boa. Sempre a deixava de lado e jamais lhe deu amor e atenção. Seus irmãos menores dois meninos e duas meninas, são extremamente ligados a Çagla e ajudaram-na na fuga para Istambul. Manhã de Sábado. - Vida nova é o que eu quero agora. - Amiga você tem mêdo que Birol te encontre? - Se ele me achar será a minha morte. - Istambul é enorme, ele jamais te encontrará aqui. O telefone de Çagla toca e é Aslan. - Aslan tudo bem? - Estou aqui fora, precisando de uma companhia para almoçar. Você vem? - Vou trocar de roupa. - Te espero. - Ei aonde você vai? - Se eu contar você não vai acreditar. Çagla muda de roupa, escova os cabelos, que lavara assim que acordou e sai o encontro do homem, mais lindo que ela já viu. Aslan esperava-a em pé perto de seu carro ao celular com sua mãe. - Mãe eu falei pra senhora, que eu não ia almoçar em casa. Tá bom. Mais tarde nos falamos. - Günaydin. - Günaydin Çagla. Çagla abre o sorriso que havia enfeitiçado Aslan ontem a noite. - Bem já que vai ser minha secretária, precisamos nos conhecer bem, por isso resolvi te convidar para almoçar. Aslan abre a porta do carro para Çagla, que ao passar deixa Aslan extremamente e******o, devido ao perfume que ela usava. - Esse cheiro está me deixando louco. Pensa Aslan sem conseguir desviar seu olhar de Çagla. - Aonde iremos? - Vou te levar a um dos melhores restaurante de Istambul. O que você quiser comer lá tem. - Mesmo? - Aliás, o que você gosta de comer? - Eu amo a nossa culinária turca. Pra falar a verdade todos os pratos para mim são especiais. Aslan observa Çagla falar e sua voz docê e meiga é musica para seus ouvidos. Juntos almoçam, em seguida Aslan passa para ela algumas informações, sobre a rotina do escritório, sem jamais deixar de olhar para os lábios dela. - O que você faz nas horas vagas Çagla? - Escuto música, adoro música. - Também gosto bastante. - A música tem poder de me acalmar. Aslan olha-a sem sequer imaginar, o sofrimento que ela vem passando, nesses dois últimos anos. Foi muito difícil deixar para trás seu pai e seus irmãos, mas era preciso, ela não suportava mais viver, ao lado daquele homem c***l, que só de lembrar, fazia Çagla estremecer de mêdo. Birol não podia saber, onde Çagla estava agora, senão ela estaria perdida. Aslan e ela se olham sem entender ainda, que o destino os havia juntado.
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