Çagla não estava acreditando que havia passado nos testes e conseguido o emprego de secretária no escritório, mais famoso da Turquia.
- Nuray cadê você? Você não vai acreditar quando eu te disse o que aconteceu hoje.
Nüray é a única amiga de Çagla em Istambul e teve que recorrer à ela, para fugir do seu ex Birol.
Çagla tira os sapatos na entrada da sala, colocando as pantufas e Nuray aparece na porta da cozinha, toda suja de farinha.
- Dá pra falar depois? Estou aprontando nosso jantar.
- Nossa você está toda suja de farinha.
- Estava pondo sovando a massa, agora a coloquei pra descansar.
Çagla sorri da amiga toda cheia de farinha, entra no banheiro, tira a roupa e liga o chuveiro.
- Eu consegui o emprego Nüray.
- Inshalá Çagla.
Nuray comemora o acontecido, enquanto Çagla se enrola na toalha e sai do box.
- Mas o melhor você não sabe.
- Não vou saber se você não contar.
- Eu conheci um homem lindooo.
- Não me diga.
- Ele é também um dos donos do escritório de advocacia.
- É mesmo?
- O melhor de tudo que serei sua secretária.
- Isso não é bom Çagla.
- Ele é bonito e parece ter um aquele negócio enorme. Pronto falei.
Nuray fica de boca aberta.
- Continuo achando que isso não é bom. Você tem que focar no trabalho agora ou se esqueceu que está fugindo de um homem c***l?
- Não eu não me esqueci.
Mas logo os pensamentos de Çagla voltam novamente para aquele homem alto e forte que havia conhecido.
Aslan chega em casa e sua mãe Banu aparece e o abraça e beija.
- Ué você não disse que ia viajar filho?
- Merhabá mamãe. Resolvi passar o final de semana em casa descansando.
- Que bom, amanhã farei seu prato predileto e chamaremos Kara para almoçar conosco, o que acha?
- Eu não pretendo almoçar em casa, por isso a senhora pode chamar quem a senhora quiser.
Aslan levanta encaminhando-se para o seu quarto, pois esse assunto Kara já deu e ele não queria mais se estressar com isso.
- Mas meu filho, você não poderá fugir do casamento a vida toda. Eu e seu pai concordamos que se casará de Kara. Moça recatada e seguidora dos costumes.
Aslan entra no quarto sorrindo, não querendo mais ouvir, o que sua mãe tem a dizer.
- Recatada e seguidora dos costumes. Sei!
Não havia muito tempo Kara e Aslan fizeram sêxo ali mesmo em seu quarto. Não foi uma transa satisfatória, porque Kara era uma mulher cheia de mimimi.
Ela não aceitava t*****r em algumas posições e isso irritou muito Aslan, que jamais se casaria com uma mulher que não fosse boa de cama.
- Como seria Çagla na cama? Droga só de pensar nela, meu amiguinho aqui embaixo cresce.
- Amanhã vou convidá-la para almoçar comigo.
Çagla era de fato linda solteira, extremamente carente e guardava um segredo a sete chaves, que Aslan ainda desconhecia.
Morar em Istambul estava desde sempre nos planos de Çagla, que jamais imaginou torná-lo realidade.
Desde que Çagla conheceu Birol há dois anos, sua vida havia se transformado em um inferno.
Ele a agredia constantemente, através de socos e pontapés e até mesmo a desmaiou certa vez.
Birol era possessivo e sentia-se dono de Çagla, impedindo-a de trabalhar e ter amigos.
O pai de Çagla tinham mais 4 filhos menores com sua madrasta e sofria sempre que visitava sua filha e a via machucada em casa.
A mãe de Çagla morreu quando ela tinha 5 anos, fazendo com que seu pai casa-se novamente com outra mulher.
A madrasta de Çagla não era má, mas também não era boa. Sempre a deixava de lado e jamais lhe deu amor e atenção.
Seus irmãos menores dois meninos e duas meninas, são extremamente ligados a Çagla e ajudaram-na na fuga para Istambul.
Manhã de Sábado.
- Vida nova é o que eu quero agora.
- Amiga você tem mêdo que Birol te encontre?
- Se ele me achar será a minha morte.
- Istambul é enorme, ele jamais te encontrará aqui.
O telefone de Çagla toca e é Aslan.
- Aslan tudo bem?
- Estou aqui fora, precisando de uma companhia para almoçar. Você vem?
- Vou trocar de roupa.
- Te espero.
- Ei aonde você vai?
- Se eu contar você não vai acreditar.
Çagla muda de roupa, escova os cabelos, que lavara assim que acordou e sai o encontro do homem, mais lindo que ela já viu.
Aslan esperava-a em pé perto de seu carro ao celular com sua mãe.
- Mãe eu falei pra senhora, que eu não ia almoçar em casa. Tá bom. Mais tarde nos falamos.
- Günaydin.
- Günaydin Çagla.
Çagla abre o sorriso que havia enfeitiçado Aslan ontem a noite.
- Bem já que vai ser minha secretária, precisamos nos conhecer bem, por isso resolvi te convidar para almoçar.
Aslan abre a porta do carro para Çagla, que ao passar deixa Aslan extremamente e******o, devido ao perfume que ela usava.
- Esse cheiro está me deixando louco.
Pensa Aslan sem conseguir desviar seu olhar de Çagla.
- Aonde iremos?
- Vou te levar a um dos melhores restaurante de Istambul. O que você quiser comer lá tem.
- Mesmo?
- Aliás, o que você gosta de comer?
- Eu amo a nossa culinária turca. Pra falar a verdade todos os pratos para mim são especiais.
Aslan observa Çagla falar e sua voz docê e meiga é musica para seus ouvidos.
Juntos almoçam, em seguida Aslan passa para ela algumas informações, sobre a rotina do escritório, sem jamais deixar de olhar para os lábios dela.
- O que você faz nas horas vagas Çagla?
- Escuto música, adoro música.
- Também gosto bastante.
- A música tem poder de me acalmar.
Aslan olha-a sem sequer imaginar, o sofrimento que ela vem passando, nesses dois últimos anos.
Foi muito difícil deixar para trás seu pai e seus irmãos, mas era preciso, ela não suportava mais viver, ao lado daquele homem c***l, que só de lembrar, fazia Çagla estremecer de mêdo.
Birol não podia saber, onde Çagla estava agora, senão ela estaria perdida.
Aslan e ela se olham sem entender ainda, que o destino os havia juntado.