7- Dentro da Tempestade

1221 Words

Maya Narrando Eu sentia o coração martelando no peito como se quisesse escapar. O cheiro do lugar era de café velho e sabão em pó. Barraco simples, mas com um calor estranho… um calor que me lembrava dele. Sentei no sofá rasgado da dona Luci e abracei os joelhos. Ouvia o som do morro — risadas distantes, um funk baixinho, panela batendo, moto subindo. Era outra vida. Outro mundo. Mas de algum jeito… me sentia mais viva ali do que nos corredores frios do fórum ou na sala de jantar do meu pai. E isso me assustava. Eu cresci ouvindo que certo é certo, errado é errado. Sem meio-termo. Meu pai é o promotor mais duro que já conheci. Ele não treme, não hesita. Sempre soube apontar o culpado. Mas agora… eu sou o erro na equação dele. Eu me apaixonei pelo perigo. Pelo cara que ele tentaria

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