33- Pólvora

1212 Words

Julia Narrando Eu sempre soube que a verdade tem o péssimo hábito de vir à tona na pior hora possível. E agora, ela estava se espalhando como pólvora. As peças que eu vinha tentando manter no tabuleiro estavam escorregando pelos meus dedos. E Maya… a Maya tava começando a ver o que eu enxerguei anos atrás. Eu tava no meu quarto, sentada na beirada da cama, com um copo de vinho na mão e um nó na garganta. Meu marido tomava banho, e eu aproveitava aqueles minutos de silêncio pra organizar minha mente ou pelo menos tentar. Ele nunca soube que eu investigava o pai da Maya por conta própria. Nunca soube das reuniões que eu presenciei por acaso, nem dos documentos que eu salvei às escondidas. Porque ele sempre confiou no promotor. Porque, pra ele, aquele homem era o espelho de integridade. Ma

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