Magda — Pai... por favor, reconsidere isso... — implorei, a voz embargada pelo nó na garganta, cada palavra tremendo com o desespero que me consumia. — Eu não vou suportar viver sob o mesmo teto que Ivan. Ele sequer levantou os olhos dos papéis em sua escrivaninha, sua expressão fria e impenetrável como granito. — Silêncio, Magda! Você ultrajou minha confiança de forma imperdoável e espera que eu recue? Jamais! O que foi decidido está selado. Um grito gutural escapou dos meus lábios, carregado de frustração e raiva contida. Com um movimento brusco, varri a papelada da mesa, o som estrondoso dos documentos se espalhando pelo chão ecoando o caos que se instalara em minha alma. — Você nunca se importou comigo, nunca! Fui apenas um fardo! — E você tem razão, Magda! Você sempre foi um peso!

