Nataniel era excêntrico, isso eu tive que concordar. O garoto de cabelo vermelho, alto e magro feito um poste, me olhava com uma expressão curiosa. As apresentações foram feitas e eu aguardava que ele falasse algo mais. Além de: prazer, Luana.
Noah ao perceber que Nataniel ficou me olhando boquiaberto, resolveu dar um cutucão em suas costelas. E, por fim, ele abriu a boca para dizer o que eu não esperava:
— Uau, você é ainda mais linda pessoalmente. — gracejou, fiquei surpresa com o elogio.
— Nataniel. — Noah o repreendeu em um tom baixo, parecia enciumado.
— Tô só sendo sincero, ué. Você tem sorte. — retrucou, dando um sorrisinho maroto para o amigo.
— Então para de ser. — Noah revidou, retribuindo o sorriso com um meio forçado.
— Está com ciúme? — Nataniel falou baixinho para ele, como se eu não pudesse ouvir.
Fiquei ali vendo-os discutirem por longos segundos, até que não resisti e comecei a rir. Foi só nesse ponto que ambos perceberam a gafe, mas continuou sendo engraçado ter os olhos curiosos do Nataniel em mim, contribuindo para a carranca insatisfeita do Noah. Eu não sabia que ele era ciumento, certo, tinha o Gabriel. Mas, no geral, eu não ligava, desde que não extrapolasse os limites. O amigo era dele, afinal de contas. Bom, resolvi que era melhor cortar aquilo e ir direto ao ponto. Estávamos ali para ensaiar, foi o que me impeliu a agir.
— Onde fica o estúdio? — eu quis saber, para cortar aquele clima de ciúme que pairava no ar.
Nataniel pigarreou e indicou a porta atrás de si, de onde saia um cachorro pequeno e fofo. O mesmo que apareceu com Noah em uma das fotos no i********:. Ele correu até mim, passando a cheirar minhas pernas.
— Ei, você é o paçoca? — ele latiu.
Abaixei para pegar o cachorro no colo. Fazendo um carinho em sua cabeça, ele lambeu minha mão todinha no processo.
— Acho que ele gostou de você. — Nataniel falou dando risada. — Quem não gostaria, né? — completou com um quê de travessura na voz, Noah o cutucou de novo, meio emburrado.
— Para de azarar minha garota. — vociferou, tentando fazer com que eu não ouvisse e falhando miseravelmente.
— Tá, senhor ciumentinho. — Nataniel retrucou, levantando as mãos para cima em sinal de rendição. — Eu só estava te zuando, mas você tem sorte, ela é linda mesmo. Isso não tem como negar. — provocou.
— Certo, chega. — Noah resmungou, olhando para mim com as bochechas coradas.
Eu estava ali de frente para os dois, sem saber o que dizer. Tanto que só me restou continuar sorrindo.
— Não seria melhor eu deixá-los discutirem a sós? — brinquei para descontrair, o que só piorou tudo.
Noah ficou totalmente vermelho, ainda mais, até às orelhas.
— Vem, vou deixá-los ensaiando no estúdio. Se precisarem de mim, estarei jogando Free Fire. — e foi indo na frente.
Peguei a mão do Noah, visando acabar logo com aquilo.
Passada a tensão inicial, percebi que na verdade Nataniel era bem engraçado e divertido. Noah e ele eram muito amigos, pois logo a situação de antes fora esquecida e os dois passaram a rir juntos. Enquanto montavam o equipamento de som necessário para o ensaio. Quando estava tudo finalizado, ele saiu, não antes de me lançar uma piscadela travessa. Noah revirou os olhos, entregando o microfone para mim.
— Não liga pra ele não — pediu, fazendo careta. — Nataniel raramente vê outras garotas, além da nossa amiga, Karen, que tem namorado. — frisou. — Ele está sempre jogando.
Assenti, indo em sua direção, deixei o microfone na mesinha de som e envolvi seu pescoço. Não perderia a oportunidade de provocá-lo.
— Então você não tem ciúmes só do Gabriel.
Ele crispou os lábios, antes de responder:
— Desculpa, prometo me controlar.
— Tudo bem. — tentei me manter séria, para ele não entender que eu gostava do ciúme.
Certo, talvez eu gostasse um pouco. Mas de forma alguma iria assumir para o Noah. Ele coçou a nuca, visivelmente constrangido e não resisti a beijá-lo. Acho que estávamos num nível que eu podia tomar essa liberdade. Noah devolveu apertando minha cintura e aprofundando o beijo. Foi o primeiro contato não tão sutil que trocávamos e me vi ofegante quando ele mordeu meu lábio inferior. Cravando os dedos na minha cintura sem tanta delicadeza quanto das outras vezes. Devolvi puxando-o para mim, ficando na ponta do pé. Deslizei os dedos por seus cabelos, sentindo que era mais do que hora de tomar a frente naquela relação. Fui empurrando Noah para o sofá atrás de nós, com intuito de continuar por ali. Fazia tempos que eu desejava estar daquele jeito com ele, então ignorei minha timidez e o impulsionei. Noah caiu no sofá, os lábios vermelhos, os olhos um pouco arregalados devido a minha ousadia. Acabei rindo e sentei em seu colo, visando continuar a beijá-lo com um apoio abaixo de mim. Era difícil manter minhas pernas firmes quando estávamos tão próximos um do outro. Noah tinha um efeito enlouquecedor sobre o meu corpo.
— Luana, o que… — não permiti que terminasse.
Tornei a beijá-lo com mais ímpeto do que antes. Noah voltou a me segurar, dessa vez suas mãos firmaram-se uma em cada lado do meu quadril. Seus dedos apertaram minha pele, por cima do jeans, enquanto ele correspondia ao beijo com muito mais furor e desejo.
— Não fala nada, só me beija. — sussurrei em seus lábios.
Senti sua ereção aumentando abaixo de mim e soltei um gemido de satisfação, estar no vermelho me deixava fora de mim e agora tinha o Noah para mexer com meus hormônios. Ficava difícil controlar.
Estávamos tão absortos, que não percebi quando o microfone caiu no chão com um baque. Eu havia enroscado o pé sem querer no fio. Nos afastamos assustados e Noah me colocou no sofá, como se eu o tivesse atacado. Tinha as bochechas vermelhas e as pupilas enormes escondendo o azul de seus olhos.
— Acho melhor a gente ensaiar. — ele afastou-se atordoado e mordi a parte inferior da boca.
Temi tê-lo assustado com meu surto de adrenalina e hormônios acumulados.
Droga.
Concordei com um aceno, pegando o microfone para ter algo que me distraísse. Noah ligou a caixa de som, comecei a testar o retorno e desejei poder voltar no tempo. Rebobinar os últimos minutos, eu simplesmente pulei em cima do Noah. Agora ele com certeza ficaria arisco comigo, caramba, eu estragava tudo.
— Tem alguma ideia pra música? — indaguei para quebrar aquele silêncio horrível e sufocante.
— Eu pensei em algumas, mas a maioria precisaria de uma segunda voz. — argumentou, olhando para mim pela primeira vez após o nosso agarro no sofá.
Seu timbre ainda soava trêmulo, como se fosse complicado falar.
— Quais seriam?
— Conhece perfect harmony?
— Julie And The Phantoms? — sorri.
— Isso. — concordou vagamente.
Fingi naturalidade, mesmo sendo aquela música que Noah legendou a foto das nossas mãos unidas. Tentei não me entusiasmar muito, mas foi quase impossível.
A música iniciava com um vocal masculino. Sendo seguido pela voz feminina, ou seja a minha, após, as vozes se misturavam no refrão. Entendi o que Noah quis dizer, ouvi muito essa música quando ele viajou.
— Podemos fazer um dueto. — brinquei, ele estreitou os olhos e pegou um microfone reserva.
— Não me desafie. — iniciou a melodia, me surpreendendo.
Sua voz era afinada, meio rouca, uma delícia de se ouvir. Faltava profissionalismo, é verdade, mas Noah não era eu. Fiquei realmente surpresa, me preparei para a minha entrada. Ainda que estivesse um tanto absorta com seus olhos em mim. Porque aquela música era quase como uma declaração. A porta foi aberta quando assumi o vocal e um Nataniel curioso surgiu. Comendo uma rosquinha de creme, sentou-se no canto e instalou-se ali. Como uma plateia de um, não liguei, desde que passei a fazer pequenos shows, minha timidez com relação à música acabou.
Contudo, aquele momento parecia ser íntimo. Então a invasão foi estranha. Tanto que Noah acabou desafinando quando nossas vozes se juntaram. Foi sutil e um ouvido destreinado não teria percebido, mas para mim foi audível. Não teve problema algum, a voz dele era boa e forte. Casando perfeitamente com a minha, mais aguda e feminina. Ao terminar, olhávamos nos olhos um do outro. Ambos sorrimos e um quentinho tomou conta do meu coração.
— Uau, isso foi lindo. — Nataniel se intrometeu, limpando o açúcar do rosto.
Noah o ignorou, veio até mim e beijou minha boca.
— Desculpe pela minha reação. — falou baixinho somente para eu ouvir. Espalmou meu rosto com as mãos e fiquei desnorteada. — É que você bagunça meu raciocínio, não sei como agir quando fico tão perto de você. Meu cérebro meio que pifa e meus sentidos ficam enlouquecidos. — ele abriu um sorriso tímido.
— O meu também, acho que reinicia. Tenho certeza que reiniciou hoje quando eu te ataquei. — confessei envergonhada.
— Você não me atacou. — retrucou e fiz uma careta.
— Pelo visto eu estou sobrando, vim assistir ao ensaio. — Nataniel resmungou. — Mas não deve haver ensaios quando duas pessoas estão apaixonadas. — e a porta bateu.
Noah e eu demos risada.
— Quer fazer alguma outra coisa e mais tarde voltamos a ensaiar? — perguntou, fiz que sim.
Ele me pegou pela mão para sairmos do estúdio, ao encontrar com Nataniel. Noah explicou evasivo:
— Voltamos mais tarde.
— Estarei jogando Free Fire, é só entrar. — olhou para mim. — Até mais gatinha.
Dei um sorriso para ele, enquanto Noah revirava os olhos.
— s*******o. — retrucou para o amigo.
Voltamos para a casa, pois esfriou e eu comecei a sentir frio. Havia um bilhete na geladeira informando que Talita e Jonas tinham saído e que voltavam somente à noite. Para almoçarmos fora, peguei minha blusa e seguimos para o restaurante. Por fim, Nataniel mandou mensagem, dizendo que estava morrendo de fome e pediu para levarmos alguma coisa para ele.
Mesmo com nosso desejo de ficar sozinhos, não foi possível. Acabamos comendo com Nataniel, depois ensaiamos um pouco. Decidindo que Noah faria sim um dueto comigo especificamente naquela música, então precisaríamos ensaiar muito para não haver erros. Eu estava adorando aquilo, não fazia ideia de que Noah cantava. Ele disse que não era nada sério, mas que gostava e ficou com vergonha de me falar. Por eu ser profissional, bobagem. Ele era bom, só não tinha tanto fôlego para segurar as notas, por isso desafinava às vezes. De modo que passamos a fazer exercícios respiratórios no início do ensaio. Além dos alongamentos necessários para não sobrecarregar a voz. Foi divertido e cansativo. Parte de mim queria passar aquele tempo grudada nele como uma sanguessuga, a outra parte compreendia que era por um bem maior. Fazia dois dias que estávamos nesse ritmo frenético, conheci Karen e Ygor, que vim saber serem os músicos que tocariam no evento, junto conosco. Ou seja, formaríamos uma banda, achei melhor, cantar com playback com certeza diminuiria o impacto das músicas.
Só tinha uma coisa que me preocupava, os panfletos atrasaram e teríamos de correr para distribuir. Por todos esses motivos, não tivemos tempo de ficar juntos como gostaríamos nesses dias.
Mas, contrariando as probabilidades, estávamos cada vez mais próximos. Porque, bem, sempre sobrava um tempinho antes de dormir. Sabem como é, a melhor coisa daquela viagem era passar todas as noites ao lado do Noah.
Naquela, especificamente, conversamos sobre meu retorno para o Brasil.
— Eu preciso voltar assim que o evento passar. — informei, sentindo o peito apertar de saudades antecipada.
— Eu vou com você, já disse. — garantiu, acariciando meu rosto.
— Tem certeza? — perguntei com o coração saltitando.
— Sim, tenho planos para ficar perto de você agora. — declarou, eu sorri.
— Você pode ficar na minha casa. — informei, depois me corrigi: — Quer dizer, por um tempo, até se ajeitar.
Noah me puxou para si, afundei o rosto em seu peito. E, suspirando de satisfação, me aconcheguei nele.
— Temos tempo para programar a volta. — sussurrou próximo aos meus lábios. — Agora eu quero curtir você.
Senti sua boca na minha e seus dedos roçarem delicadamente a pele desnuda da minha barriga. Meus hormônios estavam definitivamente descontrolados, então não demorou para eu aprofundar o beijo.
— Se continuar me beijando assim eu vou acabar te atacando de novo. — sussurrei em sua boca, ele me apertou ainda mais.
— Eu não vou mais fugir. — respondeu baixinho. — Sei que já falamos sobre isso, mas eu só quero deixar claro que gosto muito de ficar assim com você. De verdade, meu cérebro bugou naquela hora, por isso que te afastei... — eu grudei minha boca na dele para silenciá-lo.
— Você fala demais. — retruquei, embrenhando meus dedos nos cabelos macios do Noah.
É, definitivamente, estava tudo bem para mim não ter tempo para ficar com ele durante o dia. Desde que tivéssemos a noite como recompensa. Aprofundei o beijo, levantando sua camiseta com a ponta dos dedos, Noah soltou um gemido na minha boca quando arranhei suas costas e o puxei mais para mim. Ele pressionou sua ereção na minha barriga e acabei gemendo também. Noah gentilmente subiu a mão direita para dentro do meu pijama e passou a acariciar minha pele, depois apertou minha cintura. Passei as pernas ao seu redor e ele começou a se esfregar na minha região íntima, estávamos ambos com roupas leves de dormir, então a sensação de senti-lo ali foi maravilhosa. Minha menstruação tinha acabado há dois dias e eu ainda estava louca de desejo, sempre que Noah me tocava eu desejava mais. Só que ele quase sempre fugia das minhas investidas.
Ele continuou friccionando sua ereção por cima do meu pijama, me fazendo revirar os olhos e morder a boca cheia de t***o. Noah começou a distribuir beijos pelo meu pescoço, em seguida mordiscou o lóbulo da minha orelha e não consegui evitar o gemido que me escapou.
— Se você gemer mais uma vez desse jeito no meu ouvido eu vou perder o controle…
— Eu quero que você perca — sussurrei entorpecida.
— Luana eu não quero te desrespeitar — sua voz soou rouca e falhada, quase como um lamento.
Segurei seu rosto entre as minhas mãos, somente a luz da lua iluminava o quarto e eu podia ver seus olhos azuis angustiados. Dúvida e desejo duelando dentro de si.
— Eu quero ser sua, Noah — declarei com toda a coragem que me cabia.
— Você não… está? — hesitou na pergunta.
— Já passou — ri constrangida.
— Tem certeza de que quer isso? — perguntou ofegante. — Posso esperar, não precisa fazer nada que não queira…
— Eu quero mais do que tudo.
Ele suspirou.
Então me apertou outra vez, girando meu corpo para que eu ficasse por cima dele. Noah segurou minha cintura e começou a acariciar minha pele, até tirar meu pijama. Meu sutiã ficou à mostra, mas não me importei, sabia que meu rosto devia estar vermelho por causa da minha timidez, porém eu me sentia linda naquele momento. Principalmente ao notar o olhar deslumbrado do Noah mesmo com a baixa luz.
— Posso acender o abajur? — perguntou baixinho.
— Uhum — murmurei.
Ele estendeu a mão e acendeu a luz.
— Você é completamente linda.
Noah voltou a me tocar cheio de ternura, então abriu o fecho do meu sutiã, finalmente expondo meus s***s, que caíram soltos. Sempre tive s***s fartos, desde os quinze anos, e quando eles ficaram livres para serem tocados pelo Noah, tive receio de ele não gostar. Quer dizer, eram s***s naturais, eu não sabia se eram ideias ou sei lá…
— Uau — sussurrou tocando o bico de um dos meus s***s. — Sua pele é tão macia…Seus s***s são… uau, Luana. Você é uma delícia — elogiou, fazendo meu rosto corar.
Certo, ele parecia ter gostado.
Soltei uma risadinha nervosa quando Noah os apertou cheio de vontade, encheu as mãos, voltando a acariciar o bico com o indicador. Mordi o lábio sentindo eles endurecerem com seu toque. Eu devia estar toda encharcada, minha i********e queimava cada vez mais, eu queria ser tocada ali, mas não quis ser desesperada. Noah ainda brincava com meus s***s, então comecei a me esfregar nele, sentindo sua ereção aumentar. Se é que isso era possível.
Ele gemeu profundamente quando eu deslizei com lentidão para frente e para trás em cima dele.
— Não faz isso… — ofegou, apertando o bico do meu seio.
— Estou agoniada — sussurrei sofregamente.
Ele riu.
— Acho que sei o que quer dizer — murmurou, mordendo o lábio. — Eu sou muito egoísta mesmo.
Noah me deitou na cama e afastou delicadamente meu short.
— Posso te tocar aqui? — perguntou baixinho.
Fiz que sim com a cabeça.
Ele afastou meu short e tocou por cima da calcinha, gemi e fechei os olhos de satisfação. Mas acontece que eu queria mais. Ele passou a fazer movimentos circulares no meu ponto sensível, enquanto eu me contorcia de t***o.
Até que finalmente Noah afastou o tecido e tocou minha carne úmida com a ponta dos dedos.
— Awnnn — gemi outra vez, desejando que ele entrasse em mim, já estava quase implorando por isso.
— Você é virgem, Luana? — perguntou com a voz falhada.
— Si-sim — gaguejei.
— Vou precisar ser mais paciente então — ele voltou a estimular meu c******s, enquanto tentava introduzir um dedo no meu interior.
Estava gostoso, mas doeu quando Noah forçou a entrada.
— Hmm — murmurei.
— Está doendo? — indagou preocupado.
— Só um pouco, mas não se preocupe — menti.
— Se não aguentar o dedo, não vai aguentar, sabe…
Eu sabia.
Ah, caramba, eu sabia!
— Só vai…
Noah forçou um pouco mais e conseguiu colocar um dedo dentro de mim.
— Você é muito apertada — resmungou, tentando forçar outro dedo. — Está encharcada e ainda assim não consigo colocar…
— E se você tentar… — iniciei constrangida. — Você sabe.
Ele riu.
— Tem certeza?
— Sim.
— Vai doer, meu anjo.
— Não me importo.
— Certo, mas não quero ser apressado com você, é sua primeira vez e quero que seja especial — declarou, dessa vez olhando nos meus olhos.
— Só que eu estou explodindo de t***o, Noah — falei sem rodeios.
— Uau, isso é — ele balançou a cabeça. — Eu também estou explodindo, estou tão duro que… esquece, você não vai querer saber.
— Quero sim — falei, segurando seu rosto. — Eu quero saber, quero sentir.
Noah assentiu, voltando a me beijar. Ele se encaixou entre minhas pernas, pressionando sua ereção colossal em mim, exatamente onde eu gostaria de senti-lo. Ele começou a pressionar minha entrada, se esfregar ali, soltando gemidos baixos que me levavam a loucura, sua mão direita acariciava meu seio, apertava, até que Noah sugou o bico do meu seio esquerdo, em seguida passou a língua ao redor e assoprou a região. A onda de prazer que eu senti foi tão intensa, que pensei já ter gozado. Gemi puxando seu cabelo, enquanto ele continuava esfregando sua ereção no meu c******s, ele não estava dentro de mim ainda, acho que não conseguiu. Então por que eu já estava vendo estrelas?
— Preciso colocar a camisinha — sussurrou no meio dos meus s***s. — Acho que vou acabar gozando.
— Eu comecei a tomar anticoncepcional — expliquei entre gemidos. — Você… sabe… Você…
— Se eu to limpo?
— Fiz que sim com a cabeça.
— Eu também sou virgem, Luana — respondeu com a voz entrecortada. — Você é a minha primeira.
— Então pode gozar em mim — falei, arranhando suas costas. — Goza em mim, todinha, Noah.
— Mas eu nem entrei em você ainda, é um pecado — lamentou, então chupou meu seio com mais força, apertando o outro.
— Podemos fazer outras vezes, com você dentro de mim, só acaba com meu sofrimento…
Então ele pressionou outra vez, sugou o bico do meu seio com tanta vontade, que eu não aguentei. Senti uma onda de prazer diferente da anterior tomando conta de mim, minha região pélvica começou a se contrair e senti a umidade escorrer pelas minhas pernas. Noah afundou o rosto nos meus s***s, soltando um gemido rouco que me desestabilizou totalmente. Ele também deve ter gozado, porque senti seus espasmos se misturando aos meus, além de me deixar ainda mais melecada.
— Desculpe — sussurrou — Não aguentei.
— Tudo bem — acariciei seus cabelos levemente suados. — Podemos repetir?
— Mas já? — Eu ri e corei.
— Foi muito gostoso.
— Eu nem consegui entrar — resmungou, afundando o rosto no meu pescoço. — Sou um fiasco.
— Não é não — afirmei, beijando sua testa.
— Quer tomar um banho comigo? — perguntou inocentemente.
Fiz que sim com a cabeça.
Noah levantou com cuidado, depois de deixar um beijo na minha testa e me ofereceu a sua mão. Só que primeiro eu fiquei ali, boquiaberta, observando seu abdômen definido, a pele bronzeada, o volume…
Uau, aquilo que ia entrar em mim?
Socorro, não ia caber nunca!
— Está com vergonha? — perguntou após notar a minha hesitação.
— Vergonha não é bem a palavra… — engoli em seco. — Noah, é enorme, como isso vai caber em mim?
Ele riu, coçando a nuca.
— Vou tentar com jeitinho…
— Sei — ri, meio histérica.
— Vem — chamou, me puxando para o banheiro.
Ele ligou o chuveiro, enquanto eu me encolhia de vergonha, tentando esconder os s***s.
— Não precisa ficar tímida — mencionou, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
Esbocei um sorriso acanhado e ele me beijou, empurrando delicadamente meu corpo para dentro do chuveiro. Então tomamos banho entre beijos e carícias, aos poucos minha vergonha foi passando e consegui me entregar ao momento. Noah acariciava meus s***s, deslizava as mãos pelo meu corpo, sem deixar de me beijar nem um segundo. Eu estava começando a ficar novamente excitada, então nos enxugamos e voltamos para o quarto.
— Quer tentar? — perguntou com a voz sussurrada.
Balancei a cabeça em concordância e mordi o lábio. Então Noah foi me deitando na cama até estar por cima de mim, ele voltou a acariciar meu corpo, até descer os dedos para o meio das minhas pernas e voltar a estimular meu c******s. Só que eu também queria tocá-lo agora que o vi por completo, então o empurrei e ele caiu de costas no colchão. Vislumbrei sua ereção, aquilo era grosso e enorme, parecia estar vivo e eu estremeci.
— Se não quiser…
— Eu quero — garanti, tocando delicadamente com a ponta dos dedos.
— Prometo que vou ser carinhoso.
— Acredito em você.
Rodeei ele todo com a mão e Noah gemeu, então passei a fazer movimentos sutis de vai e vem. Enquanto ele se contorcia de t***o com os olhos fechados e os lábios mordidos.
— Luana eu não quero gozar agora — resmungou, retirando minha mão. — Quero te dar prazer.
Assenti um pouco ofegante, Noah me deitou na cama e gentilmente abriu minhas pernas, depois beijou minha boca e foi descendo pela minha pele, barriga… até chegar no meio das minhas pernas.
Gemi de prazer ao sentir sua língua me tocar, ele segurava minhas coxas, enquanto deslizava a língua para dentro de mim em seguida chupava e lambia. Fechei os olhos ao sentir o prazer aumentando à medida que ele explorava minha carne e graças aos sons que fazia lá embaixo, o que me deixava ainda mais excitada. Então repentinamente ele parou e eu protestei.
— Vou tentar agora — explicou, mordi o lábio ao compreender o que significava. — Você está toda inchada e… — ele me tocou outra vez e afastou meu lábios com os dedos, os de baixo, quero dizer. Em seguida deslizou por ali, sentindo minha excitação. — Está toda molhada, prontinha pra mim.
Ele queria me preparar, me deixar com t***o o suficiente para não doer tanto. Noah se posicionou em cima de mim e forçou a entrada uma vez, doeu. Tentou novamente e não foi, ele olhou nos meus olhos e me beijou apaixonadamente… Outra tentativa, desta vez foi mais fundo e entrou com tudo.
— Desculpa — pediu sussurrando.
— Tudo bem, só não se mexe — implorei com lágrimas nos olhos.
— Se tiver doendo muito eu tiro.
— Não! — quase gritei.
Ele ficou parado pelo que pareceu uma eternidade, quando a dor diminuiu, envolvi as pernas ao redor de sua cintura e o puxei para mim. Acho que Noah entendeu aquilo como autorização para se mover e começou bem devagar, ainda me beijando. Senti-lo dentro de mim era como estar no paraíso, ele parecia me preencher completamente.
— É difícil me mover, você é muito apertada — murmurou com a voz entrecortada. — Parece que está apertando com toda a força o meu…
Eu ri.
— Estou apertando seu p*u? — falei.
Ele encostou o rosto no meu ombro.
— Não ia usar essas palavras, mas sim.
— Pode se mexer se quiser.
Noah assentiu e os movimentos ficaram mais rápidos, apesar do leve incômodo ali, estava ficando mais gostoso. Arranhei suas costas quando ele penetrou mais forte e fundo, gemendo meu nome.
— Meu anjo, eu acho que vou…
— Pode gozar, Noah — eu disse, arranhando suas costas e o puxando ainda mais para mim.
— … Ah! — ele gemeu de um jeito tão gostoso que eu quase gozei junto.
Então ele continuou as estocadas, apertando meus s***s e quando saiu completamente, para tornar a entrar, ainda que com dificuldade, roçando no meu c******s sensível, junto com a sugada no bico do meu seio, eu também alcancei o nirvana.
Soltando um gemido entrecortado.
Aquela foi a melhor noite da minha existência.