Capítulo 11

3309 Words
Eu chorava a plenos pulmões, de soluçar mesmo. Enquanto Safira e Larissa, ambas, respectivamente, me confortaram como podiam. Meus pais não haviam ido trabalhar como eu supunha, pelo contrário, foram buscar Larissa na rodoviária para me fazer uma surpresa. E foi, só não fiquei ainda mais feliz graças ao teor da minha conversa com Noah. — Mana, sei que está sofrendo porque não quer ficar longe dele, mas se não for se despedir pode se arrepender muito depois. — Laro aconselhou, entre uma carícia e outra. — Ela tem razão, Lú. — Safira concordou. — Noah pode não voltar tão logo, vocês correm o risco de se distanciar deixando as coisas assim. Seria melhor vê-lo mais uma vez antes de ele partir. Para garantir que o laço será mantido, vocês podem se encontrar quando estiverem melhor. Pensa que em breve pode visitá-lo, o pior passou. Noah não quer mais te manter longe da vida dele. — acrescentou, buscando enxergar o lado positivo da situação. Eu podia sentir seu esforço em me animar. Funguei. Eu não queria vê-lo, não se significasse um adeus. Se fosse um até logo doeria menos. Só que não havia garantias disso, Noah se curaria bem longe de mim. Estava sendo egoísta ao extremo em querer mantê-lo ao meu lado contra sua vontade. Mas é que… Ele de fato era tudo o que me restou da Pamela. Quando fosse, eu não teria mais nada que me fizesse lembrar dela. Não haveria ninguém com olhos azuis questionadores, com um sorriso enorme que iluminava tudo, seria realmente o fim. Isso doía. Talvez eu quisesse tanto Noah por perto porque ele também me fazia lembrar da minha melhor amiga. Ambos tínhamos nossos motivos, um para afastar, outro para aproximar. Não fazia diferença agora. — Tem razão, eu vou… — sussurrei entre as lágrimas. Noah partiria naquela noite, por isso seus novos amigos prepararam uma despedida rápida e íntima para ele. Fui convidada, claro, tanto por Safira, quanto pelo próprio Noah. Não pessoalmente, ele havia mandado uma mensagem. Estava com um celular novo e agora, pelo que parecia, realmente não sentia tanta urgência em me manter afastada. Infelizmente, não ao ponto de desejar ficar no mesmo país que eu. Parte de mim entendia que ele necessitava dessa distância, de se reencontrar. Parte chorava por ter que ficar longe dele, sem saber por quanto tempo. Safira veio até em casa com o intuito de me convencer a aparecer. A dar meu apoio ao Noah, estando perto antes de ele partir. Eu também achava que era um passo grande, ter certeza de que Noah não me trataria m*l e aceitaria minha presença. Deixou-me ansiosa, agoniada. Sabia que teríamos pouco tempo juntos, por isso decidi me arrumar e ir encontrá-lo antes da reunião. Sabe, para ficar perto dele no período que ainda me restava. Levantei num pulo e rumei para o banho, a fim de tirar aquela expressão de melancolia e choro do rosto. Ficaria bonita e falaria com ele como uma garota forte. Não como a chorona que encarnei nesses últimos dias. Pam sentiria orgulho de mim, não sentiria? Consegui resgatá-lo? Meus esforços foram suficientes, ainda que Noah não ficasse ao meu lado? Esperava que sim. As meninas suspiraram juntas ao constatarem que decidi ir. Nos despedimos após eu ter trocado de roupa e me maquiado minimamente, dessa vez sem exageros. Pretendia encontrar Noah para botar os pingos nos ís de uma vez por todas. Havia mandado uma mensagem a ele, pedindo que me encontrasse num café próximo de casa. Noah imediatamente respondeu que estava a caminho, que poderíamos ir juntos para a despedida. De modo que, com o coração na boca figurativamente falando, segui em direção ao café. Safira ficaria em casa fofocando com a Larissa, elas tinham se dado muito bem, diga-se de passagem. Voltando ao meu nervosismo, quando cheguei no endereço marcado. Minhas pernas começaram a falhar, era como se não tivessem força suficiente para me guiar até o meu objetivo. Ao alvo do meu afeto. Forcei-me a continuar, esfregando as mãos suadas no jeans. Quando entrei, logo captei uma cabeça loira ao canto da cafeteira. Ele estava olhando pela janela com um copo de café na mão. Meu coração doeu repentinamente, Noah era tão lindo. Com aquele cabelo baixinho, mas que já indicava sinais de querer crescer. O piercing no lábio agora cicatrizado, me fazia sentir o desejo de comprovar se haveria alguma mudança na sensação que me lembrava, de quando nos beijamos. Afastei o pensamento com um coice mental, tentando manter minha sanidade intacta. Ele me viu, nossos olhares se encontraram e um sorriso de canto surgiu em seus lábios. Aproximei-me a passos lentos e deliberados, querendo prolongar o contato visual. Noah não tirou os olhos de mim, até que eu me sentasse em sua frente. — Oi. — falei muito baixo, minha voz entregando meu estado. Que era uma perfeita mistura de euforia e desespero. — Oi, Luana. — respondeu, meu nome soando quase como uma carícia. Bem diferente de quando ele falou comigo há alguns dias. — Você está bem? — fingi casualidade para disfarçar meu nervosismo. — Eu estou, só… — hesitou, olhando nos meus olhos. — Ansioso e talvez apavorado faça mais jus ao que sinto no momento. Meu coração galopou. — Por quê se sentiria assim? — devolvi, piscando para tentar diminuir a intensidade do nosso olhar. — Porque eu queria muito te ver, ao mesmo tempo não queria invadir seu espaço e nem te impor minha decisão. — afirmou, brincando com o piercing com a ponta dos dentes. Me perdi ali por alguns segundos, tendo de raciocinar rápido para responder com precisão e coerência. — Tudo bem, eu aceitei. — Eu sei, supus quando marcou esse encontro. Por isso estou tão nervoso. Mas também estou feliz de estar aqui com você, eu queria guardar uma lembrança de nós dois juntos e sozinhos… Uma lembrança feliz. — assenti, então de fato era uma despedida. — Porque você não vai mais voltar… — sussurrei, baixando os olhos. — Não! — exclamou e voltou atrás, se corrigindo: — Quero dizer, não, eu vou voltar, Luana. Eu falei sério quando disse que quero você na minha vida. Mas não posso te pedir para me esperar. Sei que assim que eu for, um certo alguém fará de tudo para se aproximar de você. Estou tentando controlar meu ciúmes pra agir racionalmente e… — eu o interrompi. — Fala do Gabriel? — questionei. — Ele mesmo, tá na cara que o irmão da Safira ficou afim de você. Não posso culpá-lo, só doeria saber que talvez corresponda quando eu for. — refletiu, voltando os olhos para mim. — Por que vai se afastar então, se sente o mesmo que eu? Se tem medo de me perder? Temos uma ligação, tivemos assim que nos conhecemos, você sabe. — declarei, aflita e exultante pelo aparente ciúmes dele por mim. — Sim, temos uma ligação muito forte, apesar do pouco tempo que nos conhecemos. As circunstâncias quiseram assim e eu não pretendo de jeito nenhum perder esse laço… — o encarei com os olhos brilhantes, só que de um sentimento novo e puro que começava a surgir no meu coração. — A questão é que eu preciso me curar, Luana. Não será justo com você me ter assim, quebrado. Pela metade. Não quero correr o risco de te magoar novamente, você não tem noção do quanto doeu vê-la chorando nos braços de outro cara. Nunca mais quero ver esse tipo de coisa, nunca mais quero ser o causador das suas lágrimas. — aquela confissão me desorientou. — Por que não se cura junto de mim? Prometo ser paciente. — tentei argumentar. — Você é incrível, merece alguém melhor do que sou agora. Sei que estou correndo riscos ao me afastar, sei que posso estar dando um tiro no meu pé deixando o caminho livre para o Gabriel. Só que não posso te oferecer o que você merece, não no estado em que estou. — exalou, com um suspiro angustiado que me comoveu. — Preciso estar estruturado emocionalmente para oferecer o amor que você merece. — Eu te espero. — afirmei, simplesmente. — Você não tem que me prometer isso. — revidou, sério. Suas pupilas se expandiram, tomando conta de quase todo o azul dos seus olhos. — Mas eu quero! — insisti com uma exclamação um pouco alta. Ele sorriu, desarmando todas as minhas defesas. Se é que eu tinha alguma com Noah. — Sabe, pode parecer bobo e precipitado. Mas quando te conheci eu fiquei encantado. Senti algo por você naquele mesmo dia, foi meio assustador. — meu coração deu um pulo, mas tentei acalmá-lo. — Eu fiquei apavorado. — Eu também senti e fiz de tudo para fingir que não. Quer dizer, não importa muito agora — murmurei, sem querer me deixar levar por declarações que não o manteriam comigo. — Importa sim, porque não vou abrir mão de você, Luana. Não existe possibilidade de eu desistir do que estou sentindo. De nós. — confessou, pegando minha mão por cima da mesa e acariciando o dorso. — Pode parecer estranho, levando em consideração que nos conhecemos há pouco tempo. Só que não dá para ignorar isso, porque nunca me senti desse jeito antes. Agora sim era como se diversas fagulhas de eletricidade fossem enviadas para todos os pontos do meu corpo. Estremeci. — Vou acreditar, porque ainda não estou pronta para desistir do que sinto por você. — respondi, meu tom soando firme e decidido. Temperado com uma pitada de dor. — Você é um anjo na minha vida, Luana. Quero retribuir o que fez por mim, mesmo sem eu merecer. Então, o mínimo que posso fazer é ser alguém melhor por você, para você. — ele mordeu o lábio, prendendo a argola que o enfeitava nos dentes. Aquele gesto me instigou. — Eu vou te esperar, mesmo que não me peça. Só… — molhei os lábios, hesitante. O desejo surgindo e se expandindo para todo o meu corpo. — Posso te pedir um presente de despedida? — Qual? — sua voz soou ainda mais rouca, causando um rebuliço dentro de mim. — Me beija? — pedi, fechando os olhos de vergonha e ansiedade. Então repentinamente os lábios macios e suaves do Noah pressionaram os meus. Quentes e ansiosos. Urgentes e necessitados. Infelizmente, a posição que estávamos, de frente um para o outro, limitava nossa ação. Contudo, foi por pouco tempo, com gentileza e cuidado, Noah se moveu. Desgrudando a boca da minha somente para se ajustar ao meu lado. Um braço envolveu minha cintura, me puxando para si, sua mão livre foi parar na minha nuca. Um ofego baixo, do que julguei ser de satisfação, deixou seus lábios. Me peguei submersa e absolutamente entregue a aquele contato, bem mais profundo e arrebatador do que o beijo singelo que trocamos da primeira vez. Nossas bocas se movimentavam ávidas, seus lábios procurando os meus. Explorando, conhecendo, e, sim, houve diferença. Aquela argolinha presa em seu lábio inferior era meio gélida de encontro aos meus. A sensação era boa. Na verdade, era surreal, não queria que acabasse. Desejei morar naquele momento. Nos separamos razoavelmente para buscar o ar, Noah espalmou cada lado do meu rosto. Colando a testa na minha. Nossas respirações se chocando, a dele, acelerada. A minha afoita e entrecortada. Por um instante foi como se tudo finalmente retornasse para o lugar. Se encaixando como se aquele beijo fosse a pecinha que faltava no quebra cabeça chamado vida. Eu despertei, floresci. A dor pulsante que me acompanhou por aqueles longos dias ficou momentaneamente adormecida. — Vou te esperar. — repeti, tentando lembrá-lo de voltar para mim. — Vou voltar, por você, Luana. Prometo. — garantiu, seus olhos escrutinaram meu rosto. Eu sorri. — Não quebre sua palavra. — Não irei… — ele acariciou minha mandíbula, mergulhado em pensamentos. — Sabe, se você correspondesse ao Gabriel, eu nem poderia reclamar. Porque fui um completo o****o e tenho consciência que te magoei ficando com a Shaiene. Me perdoa, não te mereço, Luana. Então, não se sinta presa a mim. Eu… eu percebi que talvez tenha ficado balançada por causa da gentileza do Gabriel. Contrastando com a forma horrível que tratei você. Fui tão i****a e egoísta e imaturo. Não tenho palavras para expressar meu arrependimento. Dói meu coração lembrar da sua expressão quando saiu do banheiro na casa da Safira. — foi despejando aos borbotões, como em fluxo de palavras. — Eu devia ficar aqui e me redimir com você, te conquistar… Já não estou tão certo quanto partir. Não agora que você está nos meus braços e sinto uma paz tão grande preenchendo meu peito. Eu acho que significa que posso ficar ao seu lado, que não será como imaginei. Sofrido e doloroso. — me aconcheguei em seu corpo, ele acariciou meus cabelos. Tive que reprimir o desejo de pedir que ficasse. Agora eu compreendia porquê Noah precisava ir. Tudo aqui lembrava da Pam, eu própria o fazia lembrar. Talvez ficar com o padrinho em um lugar distante o ajudasse a se reencontrar. Quando voltasse estaria melhor, curado. Foi nessa esperança que me agarrei. — Doeu muito te ver com ela, não posso negar. Mas não pagaria com a mesma moeda. — Noah me apertou contra si ao ouvir meu relato. Como se quisesse me proteger, ou proteger a si mesmo. Não soube ao certo. — Mereço sofrer pelos meus erros. — Você já sofreu demais. — retruquei, tocando seu rosto. — Quero ficar aqui, com você nos meus braços… — divagou, beijando o topo da minha cabeça. — Então fica… — não resisti dessa vez. — Eu quero, mas desejo ainda mais que me tenha por inteiro. Não só essa metade confusa e angustiada. Não seria justo com você, nem comigo. — assenti contrariada. — Não demora, por favor. — implorei, ele buscou minha boca. Iniciando um beijo lento e profundo, calmo. Diferente da explosão que foi antes. — Você pode ir me visitar quando eu me ajeitar lá, meu padrinho vai adorar te conhecer. — convidou, prendendo meu lábio inferior, enquanto olhava nos meus olhos. Esperando minha reação. Ofeguei, olhar para aqueles olhos era como ver um céu ensolarado. Um céu azul que me trazia esperanças de dias melhores. — Ah, eu adoraria. Mas não tenho dinheiro, Noah. — murmurei, meu entusiasmo murchando com a constatação. — Eu compro suas passagens, podemos ficar longe daqui. Longe das… lembranças. — sua voz foi morrendo, Noah limpou a garganta para continuar. — Só me dá um tempo para me organizar, não quero mais te magoar, Luana. Se eu fizer algo que te machuque por causa da minha dor, não conseguirei me perdoar. As palavras da Pamela não saem da minha cabeça, ela pediu que não te magoasse e eu fiz tudo ao contrário. Ainda me sinto culpado por você ter me perdoado tão rápido e estar aqui comigo. Eu não merecia uma segunda chance. — ele apertou os olhos, quando tornou a abri-los estavam mais opacos e distantes. — Podemos recomeçar. — sugeri, temendo perdê-lo. — Você me dá outra chance de fazer dar certo? Quer dizer, podemos ir aos poucos. Como planejamos antes… — da mesma forma que a sombra surgiu em seu semblante, se foi. — E, me desculpe por ter dito que eu não tinha nada que me prendesse aqui... — iniciou reticente. — Eu disse aquilo sem pensar, queria garantir que nosso laço permaneceria intacto e por isso fui pedir desculpas. Mas acabei enfiando os pés pelas mãos, é o que eu temo. Tenho medo de não saber lidar com minhas emoções e te magoar no processo. Eu achei que estava preparado para a nossa conversa, só percebi depois que talvez tenha usado palavras que não descreviam exatamente o que eu sentia. Você é muito importante para mim, Luana. E é tudo, tudo o que me faz querer voltar, tá bom? Voltar... Pra você. — Ei, ei. — chamei sua atenção para mim. — Vamos encontrar nosso caminho. — afaguei seu rosto, Noah devolveu beijando minha testa. — E... — lembrei da nossa despedida — Me desculpe pela forma que me expressei, impondo meus sentimentos a você. Como se fosse responsável pelo que passei a sentir. — conclui envergonhada. Era embaraçoso lembrar da minha atitude infantil. Noah gargalhou. O som da sua risada foi uma carícia sutil no meu coração, quase como uma melodia. Eu adorei os acordes daquela nossa nova música. — Já dizia o pequeno príncipe: Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. — ele tocou meu queixo delicadamente. Fiz uma careta. — Sempre achei essa frase bem possessiva. — Pode ser, mas o amor é meio possessivo, não é? — refletiu com naturalidade. Aquela palavra saindo de seus lábios acelerou meu coração. Tentei fingir que não me afetei para não desencorajá-lo a continuar. — Para falar a verdade, essa confissão sua me desestruturou. Eu pensava que você se importava comigo por causa da minha irmã somente. Não era iludido ao ponto de cogitar que nutria sentimentos amorosos por mim. — Eu nutro, eu tenho. Estou irrevogavelmente apaixonada por você. — a declaração simplesmente jorrou, não consegui conter. Ele suspirou, tomando meu rosto em suas mãos. — Também estou apaixonado por você, Luana. E esse sentimento me assusta, me preenche. Quero ser o cara certo pra você, quero ser seu apoio. Quero encontrar estabilidade emocional para podermos ficar juntos sem que eu te magoe. — aquelas palavras tocaram meu coração. — Eu quis te abraçar, te confortar naquele momento. Quando me falou dos seus sentimentos. Eu desejei demonstrar que sentia o mesmo, que correspondia. Mas achei melhor te dar um tempo para pensar sobre a minha viagem. — explicou. — Quando cheguei ao hotel, repassei toda a nossa conversa, repetindo sem parar para mim mesmo que você sentia algo por mim. Que era recíproco, o que me encheu de esperança. Nesse ponto compreendi minhas palavras dizendo que não tinha nada que me prendesse aqui. Me arrependi no mesmo instante. Por isso fiquei tão feliz quando me mandou mensagem hoje, assim eu poderia consertar mais essa burrada. Garantindo que iria retornar para você. — eu peguei sua mão que havia escorregado para o colo e a coloquei na minha bochecha outra vez. — Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... — recitei, ele entendeu minha referência. Seus olhos brilharam. — Você é um anjo, Luana. Meu anjo. — declarou, estremeci. — Você não tem noção da bagunça que faz dentro de mim. — Você me chamou de anjo quando estava bêbado. — descontrai com dificuldade. A tensão entre nós era tão forte que parecia pairar no ar. Nos envolvendo em uma espécie de manto denso. — Eu falo tudo o que penso quando estou bêbado. — ele riu. — Você não está bêbado agora. — Quem disse? Eu estou bem embriagado nesse momento. Mas é de sentimentos bons. — foi minha vez de sorrir. — Não é todo dia que uma garota linda recita um trecho de O pequeno príncipe para expressar que sentirá saudades de mim. E que anseia a minha volta. — seus olhos me diziam tudo, ele voltaria para mim. — Então seja bonzinho com essa garota. Ela está se esforçando. — alfinetei, buscando controlar os batimentos agitados do meu coração. — Eu serei, Luana. Prometo. — ele beijou minha mão. — Porque essa garota é incrível e ela merece o mundo. Noah só não sabia, que naquele momento, ele era todo o meu mundo.
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