Acordo devagar. Não por causa da luz entrando pelas janelas do quarto. Nem pelo vento suave que move as cortinas. É por causa dos lábios de Matteo na minha pele. Um beijo leve na minha têmpora. Depois outro. Eu ainda estou entre o sono e a consciência quando ele faz de novo, mais demorado dessa vez. — Matteo… — murmuro, sem abrir os olhos. Sinto o leve movimento dele sobre o colchão. O peso do corpo dele próximo ao meu. Então os lábios dele finalmente encontram os meus. Dessa vez eu acordo de verdade. Abro os olhos lentamente e encontro o rosto dele a poucos centímetros do meu. A luz suave da manhã atravessa as janelas grandes do quarto, iluminando o cabelo escuro dele e aquele olhar profundo que sempre parece enxergar mais do que deveria. Mas agora não há tensão ali. Apenas

