A manhã passa mais devagar do que o normal. Talvez porque Matteo realmente esteja tentando cumprir o que disse. Nada de reuniões. Nada de homens entrando e saindo da casa. Nada de tensão constante no ar. Só… silêncio. E isso, vindo dele, ainda me parece quase estranho. Estamos no jardim. A mesa de ferro branco fica sob a sombra de uma oliveira antiga, e o vento leve da Sicília carrega o cheiro do mar até nós. Matteo está sentado à minha frente, com uma xícara de café na mão. Ele não fala muito. Mas também não parece distante. Só… presente. O que, no caso dele, já significa muita coisa. Eu apoio o cotovelo na mesa, observando ele. — Você está quieto. Ele levanta os olhos para mim. — Estou aproveitando. — Aproveitando o quê? Ele dá um pequeno gole no café antes de responde

