O escritório era o único lugar da mansão onde eu ainda conseguia respirar. Ali dentro, o mundo obedecia a regras simples. Lealdade. Poder. Consequências. Nada de sentimentos. Nada de dúvidas. Eu precisava disso. A porta se fechou atrás de mim e, por alguns segundos, permaneci parado, encarando a mesa de madeira escura, os relatórios, os telefones, as armas guardadas onde sempre estiveram. Tudo intacto. Tudo previsível. Diferente do caos que Isabella tinha deixado em mim. Passei a mão pelo rosto, respirando fundo, tentando vestir a máscara que o cargo exigia. O Don não hesita. O Don não vacila. O Don não acorda pensando na forma como uma mulher respirava contra seu peito. Mas eu acordei. E isso era um problema. Sentei-me, abri o primeiro envelope, forcei a mente a trabalhar. Rotas,

