A mansão respirava guerra. Mesmo quando os corredores pareciam tranquilos, quando os homens falavam baixo e os passos eram contidos, havia algo vibrando sob o mármore, escondido nas paredes antigas, infiltrado no ar. Expectativa. Sangue que ainda não tinha sido derramado. Eu reconhecia aquele sentimento. Cresci com ele. Aprendi a usá-lo a meu favor. Mas naquela noite havia algo diferente. Havia um nome misturado ao perigo. Isabella. Desci as escadas sentindo o peso dessa constatação em cada músculo. Meus homens esperavam ordens, a cidade observava meus movimentos, rivais testavam meus limites — e, ainda assim, tudo que conseguia pensar era no que poderia acontecer se alguém decidisse que ela era a melhor forma de me atingir. Porque seria. Eu a tinha deixado perto demais. Minha.

