Fecho a porta do quarto atrás de nós com mais força do que o necessário. Isabella se vira imediatamente. — Então é isso? — ela diz. — Você simplesmente decide que vamos desaparecer numa ilha sua e espera que eu aceite calada? Cruzo o quarto com passos firmes, tiro o paletó e jogo sobre a cadeira. — Não é desaparecer. É uma viagem. Ela solta uma risada curta, sem humor. — Claro. Uma viagem romântica para um lugar que é seu, cercado de gente que responde a você. Que coincidência conveniente. Viro devagar. — Cuidado com o tom. — Ou o quê? — ela rebate, avançando um passo. — Vai me mandar calar a boca também? Os olhos dela estão afiados. Não há medo ali. Só desafio. — Você sabe muito bem por que essa viagem é necessária — digo. — Sei exatamente — ela responde. — É uma vitrine. Um p

