Capítulo 30

1003 Words

O escritório está escuro, exceto pela luminária sobre a mesa. Prefiro assim. A escuridão não faz perguntas. Não exige explicações. Não me encara como Isabella fez minutos atrás, com aquele olhar afiado demais para alguém que acabou de se tornar minha esposa contra a própria vontade. A palavra ainda me irrita. Esposa. Sirvo outro copo de whisky, o som do líquido batendo no vidro ecoando alto demais no silêncio da mansão. Bebo sem apreciar. Não é prazer. É necessidade. Meu corpo ainda está em alerta. Tenso. Cada músculo rígido como se eu tivesse acabado de sair de uma guerra — e, de certa forma, saí. Só que o campo de batalha não tinha armas visíveis. Tinha olhos desafiadores, uma língua afiada e um orgulho que se recusava a se curvar. Isabella. A maldita não abaixou a cabeça uma ú

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