A porta do quarto dele está apenas encostada. Eu empurro sem pensar. E paro. Matteo está nu. Não de um jeito casual. Não relaxado. O corpo dele está tenso, como se ainda estivesse em combate. A arma repousa sobre a cômoda. A toalha pendurada, esquecida. Ele está a poucos passos do banheiro, o vapor começando a se formar — como se estivesse prestes a tentar lavar algo que não sai com água. O impacto me atravessa inteira. O peito aperta. O estômago afunda. Meu corpo reage com uma violência que me envergonha. A seda lilás do pijama escorre pela minha pele, inútil. Meus s***s endurecem, traidores, e eu odeio cada célula minha por isso. — Que p***a você está fazendo aqui? — a voz dele vem baixa. Mortal. Não recuo. — Você não vai me tratar como um problema e achar que eu vou aceitar cal

