A água quente escorre pelo meu corpo, mas não alivia nada. Pelo contrário. Cada gota parece incendiar a pele, lembrando do que aconteceu dois dias atrás. Do beijo. Do corpo dela reagindo perto do meu. Do maldito pijama lilás que fez meu sangue ferver. Fecho os olhos e deixo a raiva tomar. Raiva de mim mesmo por estar duro por causa dela. Por pensar nela assim. Por não conseguir controlar o corpo que jurou não ceder jamais. Minhas mãos se fecham, violentas, sobre meu m****o. Não é prazer — é fúria. Fúria por ela ter me deixado desse jeito. Por me provocar sem intenção e eu ter que descontar sozinho. Por precisar me libertar do fogo que ela acendeu e que não posso apagar. Solto um gemido rouco, baixo, quase sufocado, o nome dela escapando dos meus lábios involuntariamente: — Isabella… A

