O hospital fica para trás sem cerimônia. Não há despedidas. Não há discursos. Apenas portas automáticas se abrindo e fechando enquanto atravessamos o saguão. Durante meses aquele lugar foi o centro da minha existência. Agora ele se torna apenas mais um prédio no retrovisor. Caminho pelo corredor final com passos controlados. Ainda há um leve peso no corpo — um lembrete constante de que a recuperação não terminou. Mas é diferente do que era antes. Semanas atrás eu m*l conseguia ficar de pé. Agora atravesso o saguão inteiro. Isabella acompanha meu ritmo ao lado. Rocco vem atrás. Ninguém fala. O silêncio não é desconfortável. É apenas o tipo de silêncio que existe quando todos sabem exatamente o que está acontecendo. Estamos indo para casa. As portas automáticas se abrem. O calor

