Eu soube que alguma coisa estava errada no instante em que acordei. Não foi barulho. Foi ausência. A casa parecia pesada demais. Silenciosa demais. Eu passei a mão pelo lado vazio da cama — um gesto automático, mesmo sabendo que ele não estava ali há dias — e senti aquele aperto estranho no peito de novo. Desci as escadas tentando afastar a sensação. Talvez fosse só ansiedade. Talvez fosse saudade. Mas quando eu virei o corredor e vi a sala… Meu mundo inclinou. Sofia estava sentada no sofá. Chorando. Não era discreto. Não era contido. Era choro de verdade. O tipo que faz o peito subir e descer rápido demais. Giulia De Luca estava em pé perto da janela, com o celular na mão e o rosto duro como pedra. Meu coração começou a bater tão forte que eu conseguia ouvir. — O que ac

