Capítulo 67

768 Words

Eu entro no quarto achando que estou preparada. Não estou. O ar é frio demais. O silêncio é alto demais. E ele… Matteo De Luca está parado. Quieto. Imóvel de um jeito que ele nunca é. Eu paro ao lado da cama e fico olhando. Esperando. Esperando que ele abra os olhos e diga alguma coisa como “você demorou”. Ou que reclame do hospital. Ou que mande todo mundo sair. Nada. Só o monitor. Eu engulo em seco e toco a mão dele. — Isso não tem graça. Minha voz sai baixa. — Se você estiver fingindo, eu juro que… Eu paro. Porque ele não está fingindo. Eu puxo a cadeira e sento. Ainda segurando a mão dele. Está morna. Graças a Deus. — Dois tiros, Matteo? — eu murmuro. — Dois? Eu balanço a cabeça devagar. — Você não sabe fazer nada simples, sabe? Silêncio. Eu aperto os dedos

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