Victor Alencar Acordo com a cabeça latejando. Merda. Quem foi o i****a que resolveu virar uma garrafa inteira de uísque ontem à noite? Ah, é. Eu. Levanto da cama com a sensação de ter sido atropelado por um trem e vou direto para o banheiro. A água fria cai sobre meu corpo, mas nem ela consegue apagar a imagem de Isabela — de costas, de cabelo molhado, usando a minha camisa, olhando para mim como se eu fosse um problema que ela queria resolver… ou esquecer. Inferno. Saio do banheiro só de toalha na cintura, ainda com a cara amassada e o humor pior que o trânsito às seis da tarde. Lembro que Isabela ficou no quarto de hóspedes. Caminho até lá. Porta aberta. Cama arrumada. Vazia. Sobre a colcha, minha camisa dobrada com um bilhete em cima. "Obrigada por tudo. Isabela." Porra.

