♥️2

1033 Words
Lídia narrando 2 semanas se passaram desde que entreguei vários curriculos ,e não fui chamada para nenhuma entrevista. Nada gente nenhuma ligação no meu celular a não ser da Joana insistindo para almoçarmos juntas. Já não tenho nem desculpas pra não ir, já usei todas. Nesses 15 dias evitei Sergio de todas as formas,passei a maior parte do tempo trancada no meu quarto. Já que o infeliz não pagou meu curso pré vestibular. Então fui convidada pela direção a "trancar" o curso, até resolver a minha situação financeira. No popular eu fui suspensa por falta de pagamento, assim estou com mais tempo livre. Hoje pela manhã fui até a cozinha para tomar café e me deparei com um cadeado na geladeira acompanhado de um bilhete. Só mexe quem paga. Minha sorte que a água gelada da pra pegar pela porta,senão nem isso eu teria direito. Abri o armário que ainda não tem cadeado e comi biscoito com café, porque o leite eu não tenho mais acesso . Como não sou i****a peguei vários biscoitos e macarrão instantâneo no armário e escondi no meu quarto. Levei várias frutas também de fome eu não morro até conseguir um emprego e sumir desse inferno. Imprimi vários currículos novamente e parti pra missão, hoje eu consigo um emprego. Passei de loja em loja de novo e também fui nas clínicas e escritórios,estranhei que em algumas lojas tinham atendentes novas. Eu: oi tudo bem? Você é nova aqui? Xx: sim comecei tem 1 semana. Na outra loja que a gerente garantiu me chamar para o processo seletivo, pois minha mãe era a melhor cliente dela. Vi que também está com funcionária nova. Eu: olá como vai,você é mova aqui né? Xx: ah sim comecei ontem, como posso ajudar? Tinha algo errado acontecendo, porque eu não fui chamada nem pra entrevista? Pedi pra falar com a gerente que me conhecia a um bom tempo e a mesma veio com um sorriso no rosto. Xy:Oi Lídia querida tudo bem? Tentei te ligar para participar do processo seletivo mas o número que você deixou no currículo foi desligado. Eu tomei um susto que não sabia como responder, o desgraçado do Sergio cortou minha linha também? Peguei meu celular e vi que de fato estava sem sinal,sai dali desnorteada passei na operadora pra tentar resolver meu dilema. Como meu celular estava cadastrado no CPF da minha mãe o marido inútil dela pediu pra desligar a linha. Expliquei minha situação ali e foi preciso me humilhar pra recuperar meu número, eu não podia perdê-lo eu espalhei mais de 70 currículos pela cidade com aquele número. Chorei pra atendente que se comoveu e disse que ia tentar me ajudar. Fiquei mais de 2 horas na loja e consegui sair de lá com meu número porém agora ele é pré pago. Não tenho como arcar com um número de linha, estava sem credito mas pelo menos receber chamada eu vou. Hoje é a missa de 1 mês de falecimento da minha mae, fui pra casa me arrumar e pra minha surpresa. O banheiro não tem mais chuveiro,ele arrancou deixando só o cano com um bilhete. Banho quente custa dinheiro, pague e terá o chuveiro de volta. Como ele tem um banheiro no quarto ele sem dúvidas está se deliciando com um banho quentinho. Chorei ao entrar naquela água fria dei vários pulinhos pra conseguir terminar o banho. Não fui forte o bastante pra lavar o cabelo, sendo assim fiz um coque nele e parti pra missa. Chegando lá me sentei o mais afastado possivel do servo de Satã, ele notando minha indiferença. Veio se sentar ao meu lado e disse baixo para que somente eu pudesse ouvir. Sergio: as pessoas estão reparando essa distancia entre nós ,seja uma boa menina e haja naturalmente. O padre falava da mulher de fibra que minha mãe era de um coração imenso e coragem inabalável. Movida nessa coragem eu me levantei olhei dentro dos olhos dele e disse. Eu: você me enoja O olhei de cima abaixo e mais uma vez me mudei de lugar, sentei no primeiro banco de frente pro altar. Depois disso foi possível ouvir vários burburinhos na igreja, eu sabia que teria consequências mas minha mãe criou uma mulher de fibra. E eu não ia me dobrar pra ninguém, no fim da missa várias pessoas vieram me cumprimentar e sondar, se minha relação com Sergio estava bem. Xx: filha querida deixa eu te dar um abraço. Dona Iolanda disse e quando me abraçou falou em meu ouvido. Xx:se precisar de ajuda é só falar. Ela era uma senhora de 40 e poucos anos, uma ótima pessoa porém ela é a dona do bordel da cidade. É conhecida por aliciar meninas para prostituição, como moramos em uma cidade pequena do interior. Sua má fama se espalhou por toda a nossa cidade e quem anda com ela não é bem vista, perante a sociedade de bem. Mas a igreja é aberta a todos então ela sempre vem as missas e festas só aqui ela tem passe livre. Eu: obrigada senhora Iolanda. Iolanda: eu e sua mãe estudamos juntas, viemos do mesmo vilarejo e eu tinha um carinho enorme por ela. Eu: era reciproco ela também gostava muito da senhora. O que era uma verdade mamãe nunca escondeu de mim seu afeto por dona Iolanda. Mas por ser esposa do famoso advogado Sérgio Cortês ela evitava qualquer contato em público. Iolanda: por isso eu digo se precisar de ajuda me procure. Ela se foi e Sergio parou ao meu lado. Sergio: você enlouqueceu de vez menina? Quer ficar m*l falada na cidade? Eu: não enche Sergio Ameacei sair mas ele segurou minha mão e deu um sorriso para o prefeito que vinha nos cumprimentar. Logo depois ele disse. Sergio: seu tempo está acabando negrinha Eu: prefiro a morte Sergio: posso providenciar isso Ele saiu em direção ao carro e ficou esperando que eu entrasse mas sem olhar pra trás. E nenhum pingo de arrependimento eu atravessei a rua e entrei no ônibus que parava próximo de casa. Sei bem que amanhã o comentário na cidade será geral, todo mundo vai querer saber porque eu ignorei o meu padrasto.
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